Há muito que a queda de André começou. O caso de Virginia Giuffre contra o terceiro filho da rainha Isabel II tem início quando a agora advogada norte-americana, de 38 anos, acusa o duque de Iorque de abusos sexuais, tinha então 17 anos. Estes aconteceram mais do que uma vez, alega, no Reino Unido e nos EUA. Por isso, André poderá ser julgado nos EUA, no final deste ano. Ainda não se sabe. O que se sabe é que este caso já tinha tido consequências e esta semana culminaram com a perda dos títulos militares, dos patronatos e do uso do título de “Sua Alteza Real”. Antes disso, em 2019, André perdera já a possibilidade de exercer funções públicas como membro sénior da família real britânica. 

Depois de ser conhecida a decisão do juiz norte-americano de não arquivar o caso de Virginia Giuffre contra o príncipe, os veteranos das Forças Armadas pediram à rainha para retirar todos os títulos a André. Mas segundo a comunicação social britânica foram Carlos e William (primeiro e segundo na linha de sucessão) que terão tido uma palavra determinante para que Isabel II acabasse por dar ao filho (nono na linha de sucessão ao trono) o mesmo tratamento que ao neto Harry e à sua mulher, Meghan, quando estes decidiram afastar-se da família real. Na sexta-feira, já depois de conhecida a decisão da monarca, foi a vez de representantes políticos de York apelarem para que André deixe de usar o título de duque de Iorque

Virginia Giuffre reagiu à decisão da rainha e escreveu: “O meu objectivo tem sido sempre mostrar que os ricos e poderosos não estão acima da lei e devem ser responsabilizados.” No mesmo comunicado em que o Palácio de Buckingham anunciou a retirada de títulos a André foi também acrescentado: “O duque de Iorque continuará a não assumir qualquer função pública e está a defender este caso como um cidadão comum.”

No domingo passado, dia 9, a duquesa de Cambridge, fez 40 anos e o comunicado de Buckingham foi mais prazeroso. Além das felicitações ofereceu ao mundo três retratos de Kate com vestidos Alexander McQueen, desenhados por Sarah Burton, responsável pelo vestido de noiva da mulher de William. Depois de uma digressão, os retratos feitos pelo fotógrafo de moda italiano Paolo Roversi, integrarão a colecção da Galeria Nacional do Retrato, em Londres.

Na segunda-feira, dia 10, foi a vez de Marta Ortega celebrar 38 anos. Quem é a herdeira da Zara? A jornalista Inês Duarte de Freitas traçou o perfil da amante de cavalos e daquela que será a próxima presidente da Inditex, o conglomerado espanhol que junta sete empresas de moda. Um dos grandes desafios será o ambiente, já que a indústria da moda é a segunda mais poluente do planeta. 

Esta semana conhecemos as escolhas d​o guia Condé Nast Johansens Luxury Spas e numa lista de 39 spas de luxo eleitos há um único que é português, o Spa do Palácio Estoril Hotel.

A dietista e colaboradora do The Washington Post, Cara Rosenbloom escreveu sobre os sumos detox, defendendo que estes não são necessários para a limpeza do nosso corpo, já que esta se faz naturalmente através do suor, respiração, urina e fezes. Ainda no campo das bebidas, a jornalista Janay Kingsberrydo The Washington Post, escreve sobre o álcool, a importância da sobriedade e como podemos conquistá-la com algumas dicas que ouviu de vários especialistas.

O que são os vegetais crucíferos? São vegetais da família Brassicaceae como os brócolos, a couve-flor, o repolho, o agrião, a couve-de-bruxelas, entre outros. São vegetais a que muitos torcemos o nariz porque parece saberem mal. A jornalista Becky Krystal, do The Washington Post, conversou com vários chefs que sugerem a melhor maneira de os cozinhar. Um texto que foi um sucesso entre os leitores do PÚBLICO.

As nutricionistas Cláudia Viegas e Ada Rocha reflectem sobre o impacto do marketing emocional nas nossas escolhas alimentares: “Está provado que o que nos leva a adquirir determinados produtos ou a adoptar novos comportamentos — novo carro, novo telemóvel, mudar de ginásio, comprar roupa — não se limita a aspectos racionais, como o preço, a conveniência, a localização, ou o ser saudável, mas sim uma dimensão que ultrapassa a racionalidade, envolvendo aspetos emocionais. O marketing emocional baseia-se em criar uma ligação emocional com uma empresa, uma marca ou um produto que a destaca dos restantes, criando uma ligação de fidelidade.”

Para que não façamos excessos, há que manter o equilíbrio e apostar no autocuidado, recomendam os especialistas com quem falei na última Conversa Ímpar. A saber: a psicóloga Vera Ramalho, a nutricionista Ana Bravo, a coach Vera Viegas e o médico de clínica geral Veríssimo Silvestre. Para o início deste ano, o clínico alerta para o stress e a vida intensa que fazemos: “Hoje andamos sempre a correr, não vivemos. Parece que andamos com os tigres atrás de nós”, compara. E constata: “Perdemos toda a saúde para ganhar dinheiro. E com todo o dinheiro que ganhamos não recuperamos a saúde que perdemos...” Portanto, há que saber parar e respirar, como aconselha Vera Ramalho; comer com amor, propõe Ana Bravo e começar a treinar com disciplina, defende Vera Viegas.

Depois de uma breve paragem, as Stilwell regressaram com as Birras de Mãe. Ana Stilwell pergunta se é mesmo preciso preciso fazer novas resoluções a cada ano que passa — por falar em novas resoluções, a health coach Ana Rita Faria propõe fazer micro resoluções, uma por mês, vale a pena ler as suas sugestões. Pergunta Ana Stilwell: “E se o segredo estiver na beleza e na maravilha de conseguir manter as coisas iguais?” Na troca de cartas de quinta-feira é a vez de Isabel Stilwell reconhecer que é preciso “muita energia” para ser pai e mãe

E uma das mais importantes funções parentais é a educação. A professora Elsa de Barros, que começou recentemente a escrever para o Ímpar, reflecte sobre o “excesso de pensamento parental” e pergunta: “Desejar dar uma boa educação aos filhos é positivo. Mas, quando essa vontade de parentalidade esclarecida leva a pensar demasiado e retira a espontaneidade na relação com as crianças, será que é assim tão benéfica?”

E com um filho de quatro anos, a ilustradora Mariana Soares constata que há pouca oferta de revistas infantis e, por isso, decidiu criar uma com o objectivo de ensinar o gosto pela leitura, espoletar o espírito criativo e a concentração dos mais pequenos, assim como melhorar a sua auto-estima e inteligência emocional. Chama-se Dólitá e terá 24 páginas de histórias, brincadeiras e exercícios a pensar nas crianças entre os três e os seis anos feitas por vários ilustradores. O plano é lançar a primeira edição em Fevereiro, mas, para tal, é preciso financiamento. Por isso, até 28 de Janeiro, quem quiser contribuir para o lançamento do projecto poderá fazê-lo através da plataforma PPL.

Boa semana!

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