Adeus ao passismo (espera-se que de vez)

Espera-se que as diretas de sábado no PSD tenham posto fim ao conjunto de ideias que norteavam o passismo: o darwinismo social de permanente ataque e culpabilização de quem está na base da pirâmide social e económica; e o darwinismo económico de punição e diabolização do consumo privado.

Há algo que sempre me surpreendeu dentro do PSD: a quantidade de pessoas que acreditavam no sucesso eleitoral de um regresso de Pedro Passos Coelho ou de um seu delfim abençoado. Atenção: neste grupo há os que simplesmente sabem que só com o regresso de algum tipo de passismo podem almejar novos cargos públicos eleitos ou por nomeação. Mas há também os genuinamente convencidos de que o país suspira por um regresso à política bruta à moda de Passos Coelho. Isto enquanto o país convivia alegremente com a “geringonça”, dava um miserável resultado ao PSD (ainda com PPC) nas autárquicas de 2017 e, como é evidente para todos os que querem ver, uma vez percebido que o PS se havia tornado um falcão do défice e não nos faria regressar a maus caminhos orçamentais, se afastava o mais que conseguia das políticas dos tempos de má memória da troika.

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