O investimento na vinha em Portugal está a tornar-se sexy para o capital estrangeiro

Tudo indica que haverá cada vez mais estrangeiros a investir nas nossas vinhas. A financeirização do sector pode estar em marcha. À qualidade e potencial de crescimento dos vinhos, juntam-se muitos factores de atracção, desde a riqueza de castas à história e valia do capital humano.

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A ver o Douro Nelson Garrido

Num mundo cada vez mais aberto e globalizado, até um sector tão caseiro e tradicional como vinho começa a ceder. A família, a emoção, herança e tradição começam a dar lugar à racionalidade económica, à gestão, à lógica financeira e ao capital, como se vai vendo com a quantidade crescente de capitais estrangeiros a entrarem no negócio do vinho no nosso país. Do Douro ao Alentejo, do Minho aos Açores, não faltam exemplos da atracção que as propriedades vinhateiras exercem sobre os investidores estrangeiros, pondo já hoje em causa até a clássica piada que os produtores tradicionais costumam atirar aos curiosos: sabe qual a forma mais rápida de, no vinho, se fazer uma pequena fortuna? É começar com uma grande fortuna.

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