Pinacoteca de São Paulo vai ter uma nova extensão, a Pina Contemporânea

Instituição almeja tornar-se um dos maiores museus da América Latina e prevê mais 1 milhão de visitantes por ano.

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Os três futuros edifícios da Pinacoteca PINACOTECA SÃO PAULO

A Pinacoteca de São Paulo encetou terça-feira as obras da sua nova futura extensão, a Pina Contemporânea, que duplicará o seu espaço expositivo e que posicionará a instituição entre os maiores museus da América Latina, prevendo-se que receba mais 1 milhão de visitantes por ano devido ao novo edifício.

A Pinacoteca Contemporânea vai ter duas galerias de exposição, bem como um espaço ao ar livre de 1,3 mil m2 num total de 5,8 mil m2. Haverá uma praça para exposições e eventos, lá morará a biblioteca e o centro de documentação da instituição e o espaço será dotado de loja, cafetaria e espaços para ateliers. As reservas poderão também crescer graças ao novo edificado. O projecto arquitectónico, que adaptará o prédio onde ficava uma escola, é da Arquitetos Associados. A inauguração está prevista para 2022.

“É um sonho antigo”, diz a instituição em comunicado, este que se vai juntar a outros dois edifícios - a Pina Luz e a Pina Estação - do museu e que nasceu em 2008. Com a concretização da Pina Contemporânea, cujo espaço fica a poucos metros da Praça da Luz de São Paulo, a instituição terá no total 22.041 m² de área, dos quais 9112 m² de área expositiva. “O edifício onde estamos [a Pinacoteca original] é voltada para dentro. A Pinacoteca contemporânea será voltada para fora”, disse o secretário Estadual de Cultura Sérgio Sá Leitão, citado pela imprensa brasileira, sobre a zona onde ficam os museus, em torno da conhecida Estação da Luz.

De acordo com a Pinacoteca, o projecto será custeado pelo Governo do Estado de São Paulo e privados. De acordo com o jornal O Globo, o orçamento está nos 13,6 milhões de euros, dos quais 8,8 milhões de euros caberão à Secretaria Estadual de Cultura.