Concurso de “espartilhos”, soluções “trágicas” para a paisagem: nova ponte sobre o Douro causa polémica

Uma acção judicial suspendeu concurso da nova ponte - e há outras em curso. Concorrentes eliminados alegam “falta de transparência” da Metro do Porto e lamentam “desastre na paisagem” imposto pelas propostas finalistas. O que defendiam eles para a travessia do Douro?

patrimonio,local,alvaro-siza,porto,metro-porto,transportes,
Fotogaleria
Atelier de Edgar Cardoso é o autor da proposta finalista com melhor votação
patrimonio,local,alvaro-siza,porto,metro-porto,transportes,
Fotogaleria
Proposta da Coba, com a Pondio Ingenieros e a Architecture et Ouvrage d’Art também está entre as finalistas
patrimonio,local,alvaro-siza,porto,metro-porto,transportes,
Fotogaleria
Solução da Betar Consultores ficou entre os três finalistas

A equipa de Rui Furtado entrou no jogo para perder. O engenheiro do Porto admite ter entregado uma “opção provocatória”. Uma espécie de declaração de princípios. A sua proposta, desenhada pelo arquitecto Aires Mateus, quebrava as regras do caderno de encargos do concurso internacional da nova ponte sobre o Douro, arriscando uma eliminação na secretaria. E assim aconteceu. A ponte, que tinha um tabuleiro superior com jardim só para peões e bicicletas e outro para o metro, não foi sequer analisada pelo júri por furar pelo menos uma norma: a entrada da travessia no Porto era em túnel e não em viaduto.

Sugerir correcção
Ler 4 comentários