Da selva emergem filmes: mergulhando na competição do Leffest

Onoda, 10.000 Nuits dans la Jungle, de Arthur Harari, é a história verídica de um oficial do exército imperial japonês que durante três décadas permaneceu na selva filipina, acreditanto que a Segunda Guerra Mundial não terminara. É também assim o espectador de cinema: acredita na ficção que os seus olhos vêem. É por essa obstinação que começamos a panorâmica pelo concurso da 15.ª edição do festival, que decorre até 21 de Novembro.

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Onoda, 10.000 Nuits dans la Jungle, de Arthur Harari: um oficial japonês faz "sozinho" a Segunda Guerra Mundial... DR

Não é identificável como “filme francês”, como representante do “cinema europeu” há muito que está “desaparecido em combate” e como cinema tout court é mesmo uma estirpe dada como extinta. Mas não é um filme sem território. É um filme formado pela aventura, e a aventura é o país que declara as suas próprias regras, acreditando obstinadamente nelas.

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