War on Drugs na via rápida para as canções

O quinto álbum da banda de Adam Granduciel concretiza em canções de formas mais definidas a sua Americana misteriosa.

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O som mais formatado à ideia clássica de canção SHAWN BRACKBILL

Na segunda canção, Harmonia’s dream, que evoca no título os Harmonia, banda essencial da kosmische alemã, mas disso falaremos mais à frente, nessa canção, dizíamos, Adam Granduciel desenha num par de versos o território que a sua música habita. “I can’t escape this memory/ It’s like a dream, it’s got me up all night again” — a música dos War on Drugs passa horas a olhar atentamente o retrovisor, a obcecar com a estrada já percorrida, com os alicerces em que se construiu. “I’m in a rollin’ wave/ that moves across the line”, cantará depois, na mesma canção, quando chegamos ao refrão — e é  isso, essa sensação de movimento constante, passada larga, infatigável, sem que um destino final se materialize uma vez que seja, que anima toda a música que os War On Drugs criaram desde a estreia, em 2008, com Wagonwheel Blues (título, de resto, bastante adequado ao espírito da banda e ao imaginário que canaliza em som).

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