Carris entre Coimbra-A e Coimbra-B não são levantados sem garantias, garante autarquia

“Não haverá levantamento de carris, sem alternativa viável e utilizável para servir a população”, explicou José Manuel Silva.

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O presidente da Câmara frisou que é um defensor da ferrovia, mas que o projecto está “em andamento” e manter metrobus e ferrovia no mesmo espaço “não seria minimamente sustentável” Adriano Miranda

O presidente da Câmara de Coimbra assegurou esta segunda-feira que não haverá “levantamento de carris” entre as estações de comboios Coimbra-A e Coimbra-B sem que haja “uma alternativa” a servir a população.

“Não haverá levantamento de carris, sem alternativa viável e utilizável para servir a população”, afirmou José Manuel Silva, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra, que falava durante a reunião do executivo.

No período antes da ordem do dia, o vereador da CDU, Francisco Queirós, criticou o fim previsto da ligação ferroviária entre Coimbra-A e Coimbra-B, preconizada no projecto de implementação do metrobus.

O presidente da Câmara frisou que é um defensor da ferrovia, mas que o projecto está “em andamento” e manter metrobus e ferrovia no mesmo espaço “não seria minimamente sustentável”.

Apesar de Francisco Queirós alertar que em horas de pico chegam a utilizar aquela ligação 600 pessoas num espaço de dez minutos, José Manuel Silva considerou que “não há indícios de que os utilizadores” das duas estações “sejam prejudicados”, de acordo com aquilo que tem sido apresentado pela Metro Mondego e pelo Governo.

A vereadora Ana Bastos, com a pasta dos transportes, salientou que foi uma “voz crítica da solução implementada”, defendendo uma variante pela avenida Fernão de Magalhães, mas que a solução está aprovada e que pôr os dois sistemas a funcionar “seria um suicídio do ponto de vista económico”.

“Temos que garantir que a empreitada é executada a tempo de irmos buscar os fundos europeus. Não há tempo para reponderarmos”, frisou, recordando que os fundos associados a este projecto têm de ser executados até 2022.

Na reunião, o presidente da Câmara de Coimbra afirmou também que será encomendado um estudo para avaliar se o processo de descentralização terá impacto financeiro para a autarquia, realçando que outros municípios já fizeram essa avaliação e concluíram que “há um défice” entre a transferência financeira associada à descentralização e as despesas municipais.

Quando questionado pela vereadora do PS Carina Gomes sobre as suas intenções para o Convento São Francisco, José Manuel Silva avançou que vai ser feita uma análise “do que se passa” naquele espaço, considerando que é necessário reforçar a equipa e tornar o equipamento auto-sustentável.

A mesma vereadora notou também “alguma estranheza” na distribuição de pelouros que “esvaziam” a área de cultura de conteúdo, já que o presidente da Câmara, apesar de ter essa pasta, não tem as do turismo (Francisco Veiga), as do associativismo (Carlos Lopes) ou as das bibliotecas e arquivo (Francisco Queirós), que acabam por estar relacionadas com várias decisões do campo da cultura.

Na reunião, foi aprovado por unanimidade uma proposta para prolongar a isenção de taxas pela ocupação do espaço público para o comércio e o alargamento de esplanadas até 31 de Março de 2022.

A vereadora do PS Regina Bento alertou para o facto de que essa medida deveria ser estendida aos comerciantes do Mercado Municipal D. Pedro V, com José Manuel Silva a comprometer-se a trazer semelhante proposta na próxima reunião.

Na reunião, foi também aprovada a abertura de concurso público para a estabilização na encosta da calçada de Santa Isabel, em Santa Clara, uma empreitada de cerca de 400 mil euros.