A estabilidade dos cemitérios

É fundamental resgatar a função presidencial do mero pechisbeque democrático, com uma popularidade inversamente proporcional ao seu poder e à sua substância.

Sabem o que é que costuma ser extremamente estável? Um morto. Os mortos são o cúmulo da estabilidade. Nada mexe. Não há surpresas. E são muitíssimo confiáveis. Por vezes, quando ouço o Presidente da República tão empenhado nos seus pedidos de estabilidade, como aconteceu na semana passada e como tem acontecido ao longo dos seus mandatos, desdobrando-se em declarações e iniciativas para garantir a aprovação do Orçamento do Estado, pergunto-me se aquilo que ele está realmente a defender é os interesses de Portugal ou a paz dos cemitérios.

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