Há algo de errado na máquina do superior

O número de colocados nas universidades continua em alta, mas há uma década que não havia tantos alunos a ficar de fora. A pandemia explica muita coisa.

Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, por mais paradoxais que pareçam, só surpreenderão os incautos ou quem não seguiu de perto as dinâmicas do sector nos últimos três anos: temos, por um lado, o segundo maior número de alunos colocados de sempre, num total de 49 mil; mas temos também a maior porção de candidatos excluídos numa década, isto num ano em que o número de vagas a concurso voltou a bater recordes.