Estátua de Salvador Allende vandalizada na capital chilena

Partido Socialista e Governo chilenos falam em “atentado” contra a democracia e o presidente da câmara diz que vai apresentar queixa.

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Manifestação a 11 de Setembro para assinalar os 48 anos do golpe militar que derrubou Salvador Allende PABLO SANHUEZA/Reuters

Uma estátua do antigo Presidente chileno Salvador Allende, deposto por um golpe militar a 11 de Setembro de 1973, em Santiago do Chile, a capital, foi vandalizada na sexta-feira por três homens que a mancharam de tinha vermelha e escreveram as palavras “assassino” e “ladrão”.

Uma acção que foi classificada pelo porta-voz do Governo como um “atentado” e condenada “energicamente”. Jaime Bellolio pediu a todos os chilenos que se lembrem do “valor da democracia” porque esta “protege a dignidade das pessoas, os direitos humanos” e “a diversidade de opiniões”.

O porta-voz, citado pelo diário El Mercurio, pediu ainda tolerância” e “respeito pelas diferentes formas de pensar”.

O líder do Partido Socialista do Chile também considerou estarmos perante “um atentado à democracia”. O líder dos socialistas, Álvaro Elizalde, afirmou que

Segundo Cristóbal Lara, presidente da Câmara de San Joaquín, município da capital chilena onde está localizado o monumento, na segunda-feira irá ser apresentada queixa na Justiça contra os três desconhecidos que levaram a cabo o acto na madrugada de sexta-feira.

Lara garantiu que os serviços municipais vão proceder imediatamente à limpeza do monumento, que lembra o último discurso do chefe de Estado no dia em que as Forças Armadas chilenas bombardearam e atacaram o palácio presidencial.

O restauro da estátua estava agendado para começar brevemente, de acordo com Lara citado pelo La Tercera, antecipando-se agora devido à vandalização.

Em comunicado, o PS referiu que Allende “é uma figura fundamental da história, reconhecido em Chile e por todo o mundo pelo seu compromisso inabalável com a democracia, o que constitui um exemplo, especialmente para as novas gerações”.