7 dias, 7 fugas: a puxar os cordelinhos ao tempo, com passeios, sabores, galos e outras artes

Algarve com FOMe, Lisboa de Jardins Abertos e jantares vendados, Matosinhos na Gaming Experience, Santiago do Cacém pel’A Estrada fora, Santa Maria da Feira com Imaginarius na rua e Barcelos a cantar de galo com artesanato.

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Sábado, 4: FOMe com fartura

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Sábado, 4: FOMe com fartura

O Algarve volta a ter FOMe. Depois da ausência no ano passado por conta da pandemia, o Festival de Objectos e Marionetas & Outros Comeres tem lugar reservado em vários palcos de Albufeira, Faro, Loulé, Olhão, São Brás de Alportel e Tavira, entre 4 e 25 de Setembro. Organizado pela ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve em parceria com os municípios, o cartaz vem recheado com espectáculos do Teatro Só, Bonecos de Almar, Fio d’Azeite, Trulé, Mandrágora, A Tarumba, S.A.Marionetas, Mãozorra, Teatro de Marionetas do Porto, Pia e La Fontana, entre outros. Há ainda espaço para uma oficina de construção de marionetas, o workshop Cactus Workestra, a exposição de Jorge Cerqueira Ares de Mesa, o documentário de Sara Pereira A Viagem de Uma Partitura e uma experiência gastronómica. Tudo com entrada livre, mas sujeita a reserva. O programa detalhado pode ser consultado aqui.

Domingo, 5: passeios refrescantes

Ao longo de dois fins-de-semana (4 e 5 e 11 e 12 de Setembro), os Jardins Abertos convidam a entrar nos espaços lisboetas e a descobrir curiosidades botânicas de mãos dadas com a consciencialização ambiental e a sustentabilidade. No mapa estão percursos refrescantes por recantos verdes como a renovada Praça de Espanha, a Estufa Fria, o Parque Botânico do Monteiro-Mor, o Palacete de São Bento ou os jardins da Estrela, da Gulbenkian, do Príncipe Real e do Palácio Pimenta, a acompanhar o passo de exposições, oficinas pedagógicas, passeios guiados e Varandas Verdes, uma acção de plantio colectivo para embelezar os prédios. Tal como nas edições anteriores, todas as actividades são gratuitas, respeitando a ordem de chegada e a lotação de cada sítio.

Segunda, 6: sabores vendados 

A mesa está posta: pratos, talheres, guardanapos, venda… Venda? O que acontece quando se tira a visão da equação gastronómica dos sentidos? É esse o desafio lançado por Dining In the Dark, uma série de jantares para saborear “às cegas”. A experiência é servida todas as segundas-feiras de Setembro, no restaurante lisboeta Terraço Editorial, no interior ou na esplanada. A ementa-surpresa pode ser previamente seleccionada entre três cores/tipos: verde (vegetariana), azul (peixe) ou vermelha (carne). Depois, “o paladar e o olfacto assumem o controlo”, garante a Fever, que promove estes jantares às escuras. “O objectivo”, acrescenta, “é despertar os sentidos que não activamos normalmente no decorrer das nossas refeições”. Há duas sessões por noite, às 20h ou 22h, à espera de pares ou grupos (até oito pessoas). Cada comensal paga 30€, com direito a entrada, prato principal e sobremesa.

Terça, 7: please press start

É altura de recuperar o gamer clássico que há em si e voltar ao salão de jogos para matar saudades de Pacman, Tetris, Puzzle Bobble, Pong... No Mar Shopping de Matosinhos, está instalado um espaço que permite reviver estes e outros videojogos. Esta Gaming Experience está organizada por décadas, dos anos 1970 à actualidade, para oferecer um panorama da evolução da indústria. Além de recuperar as grandes máquinas de arcade, permite experimentar consolas tão icónicas como Zx Spectrum, Atati ou Nintendo 64, e não deixa de fora os modelos mais recentes. É uma game zone particularmente atractiva para nostálgicos, mas também seduz os mais novos, que só ouviram falar desses tempos estranhos em que, para fazer um joguinho, era preciso sair de casa e pôr moedas em ranhuras. A jogatana começa nesta terça-feira e vai até 19 de Setembro. Está aberta todos os dias, com entrada livre, das 11h às 19h; às sextas e sábados, com prolongamento até às 21h. 

Quarta, 8: pel’A Estrada Fora

Um festival para percorrer a estrada que liga a serra ao mar em Santiago do Cacém. A ideia tem o cunho da produtora Transiberia, em parceria com a Artéria e o município, e ganha forma com A Estrada que, entre 8 e 12 de Setembro, parte à descoberta do território que se estende “de São Francisco da Serra à praia de Santo André”. Concertos, artes performativas, cinema, conversas, caminhadas e gastronomia são algumas das propostas no caminho desta edição zero, enquadradas por elementos da terra e com as vistas postas em montes, ruínas, areia, céu e mar. Um lugar para “observar tradições, reflectir transições e induzir transformações”, sublinha a organização, que para a viagem convidou O Gajo, Gaspar Varela e Paulo Parreira, Sampladélicos, Maria Adélia Botelho, Teatro Gato SA, Teatro do Mar e a Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, entre outros. A entrada é livre, sujeita a reserva; o programa completo está aqui.

Quinta, 9: Imaginarius na rua

Com duas décadas dedicadas à criação artística contemporânea, o Imaginarius abre portas ao segundo momento desta edição – o primeiro foi em Maio, num formato híbrido, para compensar a edição cancelada de 2020. Entre 9 e 12 de Setembro, já no seu habitat natural – as ruas de Santa Maria da Feira – e sob o signo Mito e Marca, o festival alinha 18 companhias e 24 projectos artísticos, para miúdos e graúdos. Entre eles estão O Nome da Rosa - A Burning Man Honoraria Art da Artelier, Oops! do Teatre Mòbil, Variações do Instituto Nacional das Artes do Circo, Rasto da Erva Daninha, Será Sereia? de Baileia, Sinfonia das Hortas da Orquestra Criativa e As Bailias da Guerreira Rani - Uma Lenda da Índia, da companhia Kajal Ratanji. Todos os espectáculos têm entrada gratuita, sujeita a inscrição aqui. O programa completo pode ser consultado em www.imaginarius.pt.

Sexta, 10: galos e outras artes do ofício

Barcelos volta a transformar-se numa grande montra de artes e ofícios tradicionais da região e de todo o país. Com 38 edições, a Mostra Nacional de Artesanato e Cerâmica decorre no Parque da Cidade entre 10 e 19 de Setembro e vem este ano engalanada pelo registo da marca Galo de Barcelos pela União Europeia. O símbolo da cidade terá o seu legítimo poleiro, numa feira que destaca ainda “toda a riqueza da arte e do trabalho tradicional”, seja na olaria e na cestaria, seja no ferro, na madeira ou nos bordados. Estão presentes 122 artesãos, que também ensinam o seu ofício, animação de rua e arruadas com grupos de folclore do concelho. As portas estão abertas de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 22h30, e ao fim-de-semana, das 15h às 22h30.