Rogério Samora mantém-se estável, mas “o seu estado é grave”

O prognóstico sobre a saúde do actor é reservado. Há uma semana, Rogério Samora entrou em paragem cardiorrespiratória.

Foto
Rogério Samora durante as filmagens de 98 Octanas, em 2005 LIONEL BALTEIRO/Arquivo

O actor Rogério Samora continua internado no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora Sintra), uma semana depois de ter entrado em paragem cardiorrespiratória (PCR) durante as gravações da novela Amor, Amornão havendo “quaisquer alterações” no seu quadro clínico, segundo confirmou fonte do hospital ao PÚBLICO. “O seu estado é grave, o prognóstico mantém-se reservado”, acrescentou. 

Rogério Samora, que interpreta actualmente o personagem Cajó na novela transmitida pela SIC, de segunda a sexta, em horário nobre, sofreu uma paragem cardiorrespiratória quando se encontrava nas gravações do programa, informou, na altura, a estação num comunicado. O actor, de 62 anos, terá sido, num primeiro momento, acudido pelos colegas de elenco e membros da produção, tendo sido posteriormente socorrido por profissionais do INEM e transportado para o Hospital ​Amadora Sintra​.

Ao longo desta última semana, têm sido várias as mensagens que colegas de profissão e amigos têm deixado nas redes sociais. Caso de Ricardo Raposo, o filho de Maria João Abreu e José Raposo que, recentemente, integrou o elenco de Amor, Amor com o personagem André. Na sua página de Instagram, escreveu: “Rogério, abraço-te. Força. A equipa Amor, Amor precisa de ti, pá”. Outros se juntaram a esta corrente, como a actriz Carla Andrino ("Aguenta firme, querido, Rogério. Espero-te para um abraço com cheiro a vida"), a apresentadora Bárbara Guimarães ("Meu querido, amigo, irreverente, intenso, sexy, que em tudo pões toda a Paixão do Mundo com todo o Amor do Universo. Força!")​, o director de programas do canal de Paço de Arcos, Daniel Oliveira ("O Rogério é um homem singular (...) está sempre de corpo e alma em tudo") ou o consagrado actor Ruy de Carvalho ("Ainda és um miúdo com muito para viver e para dar. Conta com a minha e a nossa força...”).

Apesar de ser reconhecido pelo grande público pelos seus trabalhos em televisão, Rogério Samora nasceu no teatro, tendo um extenso e profícuo percurso no cinema: foi no primeiro que se estreou na arte de representar, na Casa da Comédia, com A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini, de René Kalisky, com encenação de Filipe La Féria, tendo conquistado o Prémio de Actor Revelação, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, em 1981; no segundo, participou em mais de 60 obras, tendo trabalhado com conceituados realizadores, entre os quais Manoel de Oliveira (Os Canibais, A Caixa, Palavra e Utopia, Porto da Minha Infância, O Quinto Império - Ontem como Hoje​), Manuel Mozos (Xavier), António-Pedro Vasconcelos (Jaime, Os Imortais), Luís Filipe Rocha (Sinais de Fogo, A Passagem da Noite) ou Fernando Lopes (Matar Saudades, O Delfim, 98 Octanas).

O que é uma PCR e como prestar primeiros socorros

A paragem cardiorrespiratória (PCR) é um acontecimento súbito e consiste na interrupção ou falência repentina das funções cardíaca e respiratória. Em consequência, a pessoa fica inconsciente e não respira ou não respira normalmente. Sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo, a aplicação imediata de manobras de suporte básico de vida (SBV) aumenta, segundo informações veiculadas pelo SNS24, substancialmente a probabilidade de sobrevivência. As manobras de SBV consistem essencialmente em duas acções: compressões torácicas e ventilações.

De acordo com o SNS24, as manobras deverão começar por se deitar a vítima de costas no chão ou sobre uma superfície rígida. De seguida, deve-se colocar as mãos sobrepostas com os dedos entrelaçados no meio do peito. “Com os braços esticados e perpendiculares ao corpo da vítima, pressione o peito, fazendo com que este baixe visivelmente e alivie.” Este movimento deve ser repetido 30 vezes, a um ritmo de 100 a 120 por minuto.

Entre cada 30 compressões, deve ser efectuada a ventilação através da boca: “encha os pulmões de ar e expire para a boca da vítima, tapando-lhe o nariz com os seus dedos e isolando com os seus lábios os da vítima, para que não exista fuga do ar”. Estas manobras não devem ser interrompidas até à chegada da ajuda médica.

No caso de bebés, o SNS24 faz a ressalva que se deve adaptar as compressões ao tamanho da criança: até ao ano, as compressões deverão ser efectuadas com apenas dois dedos; até aos 8 anos, usar apenas uma mão, deprimindo até 1/3 da altura do tórax. Também na ventilação, deve ser usada somente a quantidade de ar necessária para expandir eficazmente o tórax.