IndieLisboa 2021 desvenda mais programação, com destaque para a América Latina e para as curtas

O colombiano Camilo Restrepo será alvo de um foco de carreira na edição 2021, que mostrará novos títulos de Radu Jude e Eugène Green e curtas de Laura Carreira e de Marie Losier, entre 21 de Agosto e 6 de Setembro.

gabriel-abrantes,cinema-portugues,america-latina,cinema,culturaipsilon,indielisboa,
Fotogaleria
Los Conductos, de Camilo Restrepo,Los Conductos, de Camilo Restrepo DR,DR
gabriel-abrantes,cinema-portugues,america-latina,cinema,culturaipsilon,indielisboa,
Fotogaleria
Bad Luck Banging or Loony Porn, de Radu Jude DR
gabriel-abrantes,cinema-portugues,america-latina,cinema,culturaipsilon,indielisboa,
Fotogaleria
The Shift, de Laura Carreira DR

Começa a preencher-se o programa da edição 2021 do IndieLisboa, que ocupará as habituais salas da capital (Culturgest, São Jorge, Ideal e Cinemateca Portuguesa) de 21 de Agosto a 6 de Setembro. Para já, anuncia-se a integral da paralela Silvestre, tanto em longas como em curtas, com o foco dedicado ao colombiano Camilo Restrepo, e a competição internacional de curtas-metragens.

Na Silvestre, que tem funcionado como mostra do que de melhor e mais inventivo se anda a fazer no cinema mundial, o Indie receberá a “provocação” do Urso de Ouro do festival de Berlim 2021, Bad Luck Banging or Loony Porn, do romeno Radu Jude (que venceu já em Lisboa com Aferim!). A seu lado, estará o retrato da Córsega contemporânea de I Comete, do francês Pascal Tagnati, prémio especial do júri em Roterdão 2021.

Outros títulos escalados para o festival são Atarrabi & Mikelats, investida de Eugène Green na mitologia basca, Forest – I See You Everywhere do húngaro Bence Fliegauf (Melhor Interpretação Secundária na Berlinale 2021), Holgut de Liesbeth de Ceulaer (uma das autoras de Victoria, prémio especial do júri no Indie 2020), ou Her Socialist Smile, um ensaio histórico-experimental do veterano americano John Gianvito sobre Helen Keller. Em estreia mundial, exibir-se-á A Cidade dos Abismos, da dupla brasileira Priscyla Bettim/Renato Coelho, uma ficção inspirada pelo cinema brasileiro dos anos 1970.

Na mesma secção, exibir-se-ão igualmente 18 curtas, com destaque para Which Is Witch? da francesa Marie Losier, presença regular no Indie. Assinale-se igualmente In the Air Tonight, uma variação onírica de Andrew Norman Wilson sobre o êxito de Phil Collins, ou Affairs of the Art da animadora Joanna Quinn, nomeada já por várias vezes para o Óscar.

Cinco curtas de Camilo Restrepo

Quanto a Camilo Restrepo, este cineasta colombiano radicado em Paris tem vindo a tornar-se num dos jovens autores latinos mais aclamados no circuito de festivais, quer a solo quer no âmbito do colectivo experimental L’Abominable. Mostrar-se-ão cinco curtas e a sua primeira longa, Los Conductos, a par de sete curtas dos L’Abominable escolhidas expressamente por Restrepo para o festival.

Já a competição internacional de curtas reunirá 32 títulos oriundos de todo o mundo, entre os quais três produções portuguesas: The Shift, a ficção de Laura Carreira que esteve presente no festival de Veneza 2020, onde recebeu uma menção especial na secção Horizontes; Tracing Utopia, de Catarina de Sousa e Nick Tyson, que representou Portugal na Berlinale Shorts 2021; e Transportation Procedures for Lovers, de Helena Estrela, em estreia mundial.

Estes títulos, cuja lista completa se pode encontrar no site www.indielisboa.com, vêm-se juntar à já anunciada programação da secção IndieMusic (Ney Matogrosso, Shane MacGowan, Poly Styrene ou João Ribas) e à retrospectiva dedicada a Sarah Maldoror. O restante programa será anunciado ao longo das próximas semanas, mas será já possível, àqueles que querem desde já garantir lugar, comprar a partir do próximo dia 6 cadernetas de bilhetes em antecipação a preço especial na rede Ticketline.