No rio Minho ergueram-se ilhas de plástico, em protesto contra a poluição das águas

No Dia Mundial dos Oceanos foi inaugurada a instalação artística Ilhas de Plástico, de Acácio de Carvalho, no rio Minho. “Pode parecer uma contradição”, mas quer sensibilizar para a redução de plásticos nos rios e oceanos.

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Patrick Esteves

Na praia fluvial da Lenta, em Vila Nova de Cerveira, flutuam ilhas coloridas de tubos e garrafas de plástico descartável, unidas por armações de ferro. O artista plástico Acácio de Carvalho, criador da instalação, quer “chamar a atenção para os efeitos nocivos dos plásticos”, através de uma “vocação expressiva dos agentes poluidores”. “Pode parecer uma contradição, mas é só aparente.”

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As 24 estruturas semi-esféricas, que ocupam cerca de 400 metros quadrados, foram construídas a partir de desperdícios e integram o projecto de sensibilização ambiental LowPlast – A arte de reduzir o plástico. “A instalação é uma ampliação dos pequenos dejectos plásticos que andam pelo rio fora, às toneladas. Eles juntam-se para criar um espectáculo”, explicou Acácio de Carvalho ao PÚBLICO, em Outubro de 2020. Estima-se que, todos os anos, cheguem aos oceanos entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas de plástico.

A instalação artística Ilhas de Plástico ficará na praia da Lenta, no rio Minho, até ao final do Verão. “A própria localização da instalação, perto da margem e da visão do público, visa extravasar a arte dos espaços tradicionalmente usados e, ainda, promover a utilização de lugares alheios para propósitos museológicos e similares”, para promover a dinamização artística e cultural, afirma o artista plástico em comunicado. 

O projecto LowPlast – A arte de reduzir o plástico é promovido pelo Aquamuseu do rio Minho, em parceria com a Fundação Bienal de Arte de Cerveira, a Associação Portuguesa do Lixo Marinho e o Instituto Interdisciplinar de Artes – DTK, sediado na Noruega.