Sean Riley & The Slowriders à descoberta de uma nova vida

LIFE (quase) dispensa guitarras e procura novos ambientes em sintetizadores e caixas de ritmo. Não é uma banda nova, é uma banda a surpreender-se com novos caminhos.

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Ana Viotti

Esta história, a de LIFE, o novo álbum de Sean Riley & The Slowriders, surpreendente tendo em conta que a banda que começou com os pés firmes na estrada aberta pela Americana, pelo folk electrizado a guitarra eléctrica, dispensa agora a guitarra na maior parte das canções e traz caixas de ritmo e sintetizadores vários para a equação, começa na última passagem de ano, quando o vocalista e guitarrista Afonso Rodrigues corta a mão numa chávena e fica impedido de tocar as seis cordas. Ou talvez comece quando, álbum alinhado e preparado para lançamento no Verão do ano passado, uma pandemia toma conta do planeta. Também podemos atribuir responsabilidades a Makoto Yagyu, o membro dos PAUS e Riding Pânico, co-produtor com a banda do novo disco, que foi pondo à frente de Filipe Costa vários sintetizadores que povoavam “os piores pesadelos dos anos 1980” do teclista — e ele não só os experimentou como foi gostando cada vez mais da experiência. “Uma das coisas que fizemos no início de todos os discos foi apontar um caminho, mas depois aparecem muitas encruzilhadas, muitas curvas, e o resultado final acaba por não ser esse”, diz Filipe Costa. LIFE será, então, a história de um novo caminho.

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