Papa reza pelas vítimas do massacre no Burkina Faso

Falando depois da oração do Angelus, Francisco lamentou os 132 civis, incluindo, sete crianças, assassinadas num ataque no Leste do país africano.

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O Papa Francisco conduzindo o Angelus este domingo GIUSEPPE LAMI/EPA

O Papa Francisco lamentou este domingo, depois da oração do Angelus, a morte de 132 civis, incluindo sete crianças, no Burkina Faso, num ataque ainda não reivindicado contra a cidade de Solhan, no Nordeste do país.

“Estou com as famílias e com todo o povo burquinabê que tanto sofre com estes repetidos ataques”, disse o líder da Igreja católica, citado pela Vatican News. “A África precisa de paz e não de violência”, acrescentou.

Francisco afirmou que vai rezar pelas vítimas do ataque na província de Yagha, que deixou igualmente quatro dezenas de feridos, um dos piores dos anos recentes segundo o Governo do Burkina Faso, que decretou três dias de luto nacional.

Apesar de nenhum grupo ter ainda reivindicado o ataque, as autoridades atribuem-no aos jihadistas, que também queimaram casas e o mercado.

Solhan, perto da fronteira com o Níger, é um posto das milícias anti-jihadistas denominadas Voluntários para a Defesa da Pátria.

Além dos grupos jihadistas e da coligação militar internacional que os combatem, as milícias de autodefesa ou de contraterrorismo, as chamadas koglwéogo, ligadas ao grupo étnico dominante no país (os mossi correspondem a 40% da população), são um outro interveniente na guerra civil no Nordeste, que têm participado em ataques contra fulas, minoria étnica (8%) que vive sobretudo nas zonas fronteiriças do Norte e do Leste do país.

Até agora os milhares de capacetes azuis das Nações Unidas na região não conseguiram evitar as acções armadas dos jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Daesh na região do Sahel, antes pelo contrário: desde o princípio do ano têm aumentado o número de ataques no Burkina Faso, Mali e Níger, com os civis a serem quem mais sofre.

O conflito já fez mais de dois milhões de deslocados.