O tempo da revolta, segundo Michel Maffesoli

Michel Maffesoli, professor emérito da Sorbonne e sociólogo provocador, conhecido pelas suas teses do regresso ao comunitarismo e das novas tribos urbanas, antecipa no novo livro L’Ere des Soulèvements, um futuro de revoltas populares que marcam o fim da modernidade. E vê nas democracias atuais, expostas pela pandemia, a manutenção do poder pela ocultação da morte e pelo medo por parte de uma elite em declínio. Encontrámo-nos em Paris para uma conversa sobre este “baile de máscaras volvido em dança macabra”.

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Michel Maffesoli (1944) persiste, há décadas, um enfant terrible da sociologia francesa, desde que publicou algumas das obras que incendiaram grande polémica no interior da comunidade das ciências sociais, submetida ainda ao ascendente dominante de Pierre Bourdieu. Títulos como La Violence Totalitaire (1979, A Violência Totalitária, ed. Instituto Piaget), L'Ombre de Dionysos (1982) e Le Temps des Tribus (1988) fizeram data e a visão neles anunciada, o tempo — e o que experimentamos — veio confirmar.

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