Wilson Capitão estreia One hundred comets e prepara o primeiro EP a solo para 2022

Foi há dois anos que Wilson Capitão começou um projecto a solo e tencionava lançar já em 2020 um primeiro EP. Mas acabou por adiá-lo, aproveitando o tempo para fazer novas experiências sonoras, trabalhando com outras bandas ou fazendo orquestrações – e neste lote encontram-se o clássico Verdes Anos, de Carlos Paredes; Povo que cais descalço, dos Dead Combo; ou Wanna be Basquiat, de Surma. Isto além de trabalhar com a Banda Filarmónica Ilhense, da sua terra natal, Ilha (em Pombal, no distrito de Leiria).

Filho de um fã de metal e de bandas como os Slayer, Iron Maiden ou Judas Priest, Wilson passou a infância imerso nesse tipo de música, enquanto se iniciava na aprendizagem do piano, aos 8 anos, e em seguida na guitarra, para mais tarde voltar ao piano, instrumento que usa com maior frequência para compor. Depois de experimentar vários géneros (house, hip hop, electrónica alternativa, chill, trap), aventurou-se a compor para orquestra. “O click para experimentar coisas orquestrais fez-se quando comecei a ouvir música contemporânea com orquestra, nomeadamente Woodkid e Ibrahim Maalouf, entre outros”, explica ele na apresentação que acompanha o lançamento do single One Hundred Comets, em estreia.

Influenciado na juventude pelos Led Zeppelin (passou “largos meses” a ouvir toda a sua discografia), agora cita com influências para o seu projecto a solo, como compositor e orquestrador, além dos já citados Ibrahim Maalouf e Woodkid, também Rosalia, J Balvin, Hans Zimmer, Flume e The Prodigy. Este ano, agora que a pandemia parece seguir em Portugal um rumo mais brando, espera lançar pelo menos três singles, dos quais One hundred comets é o primeiro. O tal EP deverá, segundo os seus cálculos, sair em 2022.

O videoclipe de One hundred comets foi inteiramente gravado no distrito de Leiria, uma parte perto do Osso da Baleia e outra num terreno junto ao parque de merendas de Ilha. O tema, segundo o seu autor, fala “sobre como não conseguimos mudar o que somos de forma instantânea. O título serviu de mote para o vídeo, daí a entrada com os cometas e eu receber alguém dos céus que acaba por dançar comigo, que me compreende e que me aceita como sou. Às vezes precisamos de pessoas assim, que nos façam sentir bem e que nos compreendam, e que acima de tudo nos digam como podemos ser melhores.”

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