Ministra Ana Mendes Godinho contra “novas formas de escravatura no trabalho”

Para conseguir “dignidade e qualidade do emprego”, são necessários “sindicatos fortes e forte diálogo social, defendeu a ministra numa iniciativa do PS.

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Ana Mendes Godinho LUSA/MÁRIO CRUZ

A ministra do Trabalho defendeu neste sábado, numa acção do PS do 1.º de Maio, o “combate colectivo e sem tréguas” aos “mundos paralelos”, como as “novas formas de escravatura no trabalho”, com “sindicato fortes e forte diálogo social”.

Depois de lembrar o trabalho feito pelo Governo socialista desde o início da pandemia de covid-19, Ana Mendes Godinho afirmou que é preciso “combater em conjunto colectivamente sem tréguas as novas formas de escravatura no trabalho”.

Este “é o tempo da aceleração das mudanças estruturais para garantir direitos inclusivos de protecção social e de valorização dos trabalhadores”, e o “grande desafio colectivo” é “criar condições para que o trabalho do futuro seja de facto um trabalho digno para todos”, disse, na abertura de uma sessão online sobre o papel dos sindicatos e as transformações do mundo laboral organizada pelo PS, no dia do Trabalhador, em que substituiu o secretário-geral e primeiro-ministro, António Costa.

Para conseguir “dignidade e qualidade do emprego”, acrescentou, são também necessários “sindicatos fortes e forte diálogo social”, dado que este diálogo “é um pilar essencial desta agenda digna do trabalho digno e tem de ser o pilar de todas estas transformações”, o “motor da paz social e o garante de que todos ganham nos processos de mudança”.

Foi o que levou ainda a ministra do Trabalho a justificar a proposta de “estimular a cobertura e o dinamismo da negociação colectiva”, de forma a alargar “a negociação colectiva e a cobertura da negociação colectiva a novas categorias de trabalhadores”, com “incentivos à contratação colectiva, promovendo a articulação com os parceiros sociais”.

No encontro, por videoconferência, participam Carlos Silva, secretário-geral da UGT, Fernando Gomes, dirigente da CGTP, Mafalda Troncho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A iniciativa é encerrada pelo secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Miguel Cabrita, e por José Luís Carneiro, secretário-geral adjunto do PS.