Pedro Pinho implicado em 2014 com filho de Pinto da Costa em episódio violento. Caso resolveu-se sem julgamento

Empresário de Rolando acusou Pedro Pinho e Alexandre Pinto da Costa de ameaças à integridade física. “Acordo de cavalheiros” resolveu disputa.

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Pedro Pinho, agente desportivo TVI

O agente implicado num acto de agressão a um repórter de imagem da TVI após o jogo entre o FC Porto e Moreirense já tinha sido acusado por um empresário de ameaças e ofensas à integridade física em 2014. O caso resolveu-se com um acordo entre as partes quatro anos depois da discussão e não chegou a julgamento.

Corria o ano de 2014 e Pedro Pinho, sócio de Alexandre Pinto da Costa na empresa Energy Soccer, envolveu-se numa discussão que começou entre o filho do presidente portista e o empresário Paulo Teixeira, agente de Rolando.

O intermediário do então jogador “azul e branco” moveu uma acção em tribunal, onde acusava Alexandre Pinto da Costa e Pedro Pinho de ameaças à integridade física. Também os sócios na Energy Soccer avançariam com um pedido de indemnização contra Paulo Teixeira.

No final, ambas as partes desistiriam das respectivas queixas, firmando um “acordo de cavalheiros”. De acordo com Nuno Cerejeira Namora, que representava Alexandre Pinto da Costa, este acordo não envolveu qualquer contrapartida financeira. “Não há dinheiro envolvido, não há nada, o que aconteceu foi um acordo de cavalheiros entre três homens que esclareceram o sucedido”, garantiu, citado à época pela TVI 24.

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) instaurou esta quinta-feira um processo disciplinar a Pedro Pinho, suspendendo preventivamente o agente desportivo por 20 dias, o prazo máximo “regularmente admissível”. O agente intermediou vários negócios com os “azuis e brancos”, com Pinto da Costa a revelar que o clube pagou 3,3 milhões de euros em comissões a Pedro Pinho em cinco anos. 

Apesar de admitir alguma proximidade do agente ao clube, o presidente portista negou que o empresário estivesse em Moreira de Cónegos a convite dos “dragões”, algo que o presidente do Moreirense confirmaria publicamente. “Temos direito a oito convites. São 16 credenciais, mandámos oito convites ao FC Porto e nós temos direito a outros oito. Através de uma mensagem, dele ou alguém próximo dele e de nós, perguntaram se havia hipótese de ceder uma credencial. Perguntei ao responsável por esse departamento se sobrara. Tínhamos uma de sobra e cedemos. Não é a primeira vez que o Pedro Pinho vem a Moreira de Cónegos acompanhar o FC Porto, nem será a última. Todos sabem que ele é do FC Porto, próximo do clube”, explicaria Vítor Magalhães.

A TVI repudiou o incidente, bem como a Liga, Federação e várias outras instâncias desportivas e clubes. A agressão a um jornalista no exercício de funções constitui um crime público e pode ser punido com uma pena até quatro anos de prisão.