Assinaturas online do PÚBLICO duplicam e impulsionam circulação paga do jornal

Quase todos os jornais nacionais venderam menos exemplares em papel ao longo de 2020. Subida no digital abrange todo o sector.

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A redacção do PÚBLICO no Porto, fotografada antes da pandemia Nelson Garrido

Em ano de pandemia, com mais pessoas em casa e menos locais onde comprar jornais impressos, as assinaturas online do PÚBLICO duplicaram, fazendo crescer a circulação paga do jornal, apesar da queda das vendas em banca.

O PÚBLICO chegou ao fim de 2020 com 30.965 assinantes do site, face a 15.466 que registava no final de 2019, de acordo com a Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), que audita o sector e que agora revelou os dados anuais. A subida nas assinaturas foi acompanhada por um aumento das visitas ao site, que cresceram 43%.

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Já as vendas em banca ao longo do ano passado foram de 11.489 exemplares diários, em média, um recuo de 17%. As assinaturas da edição impressa caíram para 1021, o que significou uma descida de 14%.

Feitas as contas à circulação total paga – um indicador que agrega as vendas de jornais impressos, as assinaturas online e ainda as vendas digitais –, o PÚBLICO registou uma subida de 34%, obtendo agora 44.428 contra a média de 33.178 de 2019. Este indicador coloca o PÚBLICO à frente do Jornal de Notícias (35445, uma queda de 20,3% em relação a 2019) e atrás do Correio da Manhã, que atinge a média de 59788, baixando 19,7% relativamente ao ano anterior.

Como noutros sectores, a pandemia de covid-19 veio acelerar a transição para plataformas digitais, com a descida nas vendas das edições impressas e o crescimento no digital a serem transversais a quase todos os jornais generalistas nacionais auditados pela APCT.

O Expresso é a excepção. As vendas em banca do semanário mostraram-se resistentes ao longo de 2020, com uma média de 52.913 exemplares vendidos por edição, mais 2% do que em 2019. Já o Jornal de Notícias caiu 25% em banca, para os 23.154exemplares. O Correio da Manhã continua isolado na liderança, apesar da descida de 21%, para 57.257 exemplares diários.

O Diário de Notícias, que se tinha tornado semanal em 2018, regressou em Dezembro à periodicidade diária, pelo que os números da APCT ainda não espelham os resultados da nova estratégia. As vendas em banca do título (do grupo Global Media, o mesmo do JN) caíram 20% em 2020, para uma média de 2996 exemplares por edição.

Já nas assinaturas digitais, o crescimento foi generalizado. O JN subiu 41%, terminando o ano com 7248 assinantes. O DN disparou 127%, para 3418 assinantes. No Correio da Manhã, as assinaturas online subiram 4%, para 1565, e no Expresso o aumento foi de 49%, para 36.041 assinaturas.

Artigo corrigido: uma versão inicial do artigo indicava vendas do PÚBLICO, Correio da Manhã e JN relativas a 2019 e não a 2020.