Líder CDS reúne-se com a bancada parlamentar

É o primeiro encontro depois do tenso conselho nacional e decorre antes das eleições para a liderança do grupo parlamentar.

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Francisco Rodrigues dos Santos fala com os cinco deputados antes das eleições para presidente do grupo parlamentar Nuno Ferreira Santos

O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, vai reunir-se nesta quinta-feira de manhã com os cinco deputados do partido para conversarem sobre a articulação entre a direcção centrista e a bancada, tal como já aconteceu anteriormente. Trata-se de uma reunião de trabalho, mas que acontece quando se sabe que haverá eleições para a liderança do grupo parlamentar, o que não deve deixar de ser tema de conversa

Telmo Correia, líder do grupo parlamentar do CDS, convocou eleições para o seu cargo à luz do regulamento interno que prevê um ano de mandato. Eleito a 18 de Fevereiro de 2020, após o congresso que deu a vitória a Francisco Rodrigues dos Santos, Telmo Correia ainda não decidiu se será novamente candidato ao posto. Essa decisão só deverá ser anunciada no final desta semana ou no início da próxima. As eleições têm de decorrer em dias de plenário, o que significa que poderão realizar-se na próxima quinta-feira, dia 3, ou na semana seguinte, dia 11 de Março (nesta fase há apenas um plenário por semana).

A reunião desta quinta-feira é a primeira entre Francisco Rodrigues dos Santos e os cinco deputados do CDS (Cecília Meireles, João Almeida, Ana Rita Bessa e João Gonçalves Pereira) após o conselho nacional de há duas semanas, quando foi aprovada (com 54,4% dos votos) uma moção de confiança à actual direcção do partido.

Nesse conflito, todos os deputados defenderam a realização de um congresso extraordinário antecipado e apontaram o risco de o partido morrer caso a liderança não voltasse a ser discutida antes das autárquicas. Adolfo Mesquita Nunes, antigo vice-presidente, mostrou-se disponível para ser candidato nesse congresso antecipado (que não chegou a ser marcado). 

Se a relação entre a direcção do partido e a bancada já era delicada, o conselho nacional de 6 de Fevereiro tornou-a muito mais exposta nos seus conflitos.

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