Museu de Siza e Castanheira na China está entre os nomeados para o Prémio ArchDaily 2021 – Edifício do Ano

Museu de Arte e Educação, inaugurado em Novembro passado, é o único edifício de arquitectos portugueses a disputar a 12.ª edição do prémio. Os 15 galardoados serão conhecidos a 18 de Fevereiro.

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O Museu de Arte e Educação (MoAE), que os arquitectos Álvaro Siza e Carlos Castanheira projectaram para a cidade chinesa de Ningbo, a sul de Xangai, e que foi inaugurado no passado mês de Novembro, é um dos cinco nomeados na categoria Arquitectura Cultural para o Prémio ArchDaily 2021 – Edifício do Ano.

Este “pequeno museu que é enorme por dentro”, como foi classificado pelos autores, e que é integralmente revestido a chapa metálica negra, é o único edifício de autores portugueses entre os 75 nomeados pelos leitores deste blogue especializado em arquitectura para um prémio que vai já na 12.ª edição.

A maqueta e os desenhos do MoAE puderam ser vistos na exposição Orient Express – Viagem de Retorno, que até Dezembro passado esteve patente no Museu de Serralves, no Porto. Trata-se de um edifício com uma área total de 5300 metros quadrados, cujo desenho faz lembrar o museu da Fundação Iberê Camargo, que Siza projectou para a cidade de Porto Alegre, no Brasil.

Para o Prémio ArchDaily 2021, na categoria de Arquitectura Cultural, o edifício dos dois arquitectos portugueses vai concorrer com o Qujiang Art Center, também na China, na cidade de Xi’na (atelier gad); o Museu-Atelier Audemars Piguet, em Le Brassus, na Suíça (ateliers BIG - Bjarke Ingels Group + Brückner + CCHE); o Edifício Experimenta, em Heilbronn, na Alemanha (Sauerbruch Hutton); e o Centro de Convenções e Exposições de Toulouse, em França (OMA).

Durante as duas últimas semanas, o ArchDaily recebeu a votação dos seus leitores que, de entre 4500 projectos, escolheram estes 75 nomeados. A partir de agora e até 18 de Fevereiro decorre a fase final da votação, com os premiados em cada uma das 15 categorias do prémio a serem anunciados precisamente nesse dia.

Na edição do ano passado, houve duas casas portuguesas entre os 15 edifícios do ano do ArchDaily: a Casa dos Aires Mateus em Monsaraz; e a Casa A, do escritório Rem’A, em Guimarães.