Covid-19: Governo fixa tecto para o preço do gás de botija

Governo quer prevenir situações de abuso na comercialização do gás engarrafado e volta a tabelar os preços.

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SEBASTIAO ALMEIDA

O Governo antecipa-se já a eventuais situações abusivas na comercialização de gás engarrafado, num período de temperaturas baixas, em que os portugueses voltam a estar sob dever geral de recolhimento domiciliário.

O Conselho de Ministros que decorreu esta quarta-feira para definir novas medidas de combate à pandemia decidiu que o gás engarrafado (GPL) ficará “sujeito a preços máximos” durante este novo período de confinamento.

A reguladora da energia (ERSE) manifestou particular preocupação com as margens de comercialização verificadas durante o confinamento, entre Abril e Maio, considerando que se revelaram “particularmente altas” e sem factores estruturais que o justificassem. A ERSE chegou mesmo a enviar a análise que fez aos preços para a Autoridade da Concorrência.

Em Abril, o executivo determinou a fixação de preços máximos que vigoraram até Maio. A reguladora da energia fixou então preços do gás butano entre os 21,15 e os 22 euros.

Cabe à Entidade Nacional dos Serviços Energéticos (ENSE) fiscalizar no terreno se estes preços estão a ser cumpridos pelos revendedores.