Sporting alternativo e paciente na Taça da Liga

Leões” apuram-se para a final four com triunfo sobre o Mafra, alcançado com dois golos marcados na segunda parte.

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LUSA/MÁRIO CRUZ

Rúben Amorim tinha avisado que queria ver outros jogadores em campo e cumpriu. O Sporting foi muito alternativo e teve de ser paciente para ultrapassar o Mafra e aceder à final four da Taça da Liga. Os “leões” demoraram mais de uma hora para desmontar o adversário da II Liga, acabando por triunfar por 2-0, em Alvalade, com golos na segunda parte de Sporar e Bruno Tabata. Foi uma segunda unidade que não cometeu propriamente grandes erros, mas que só foi verdadeiramente eficaz quando foi reforçada com alguns dos mais utilizados.

Ao contrário do que tinha acontecido numa eliminatória da Taça de Portugal frente a um adversário de escalão inferior, Rúben Amorim escolheu uma equipa ainda mais alternativa em que apenas Pedro Gonçalves (um regressado, depois de cumprir um jogo de suspensão) podia ser considerado um titular indiscutível. Entre os outros dez, uma estreia absoluta na época (Eduardo Quaresma) e duas estreias no “onze” inicial (Daniel Bragança e Gonzalo Plata), e muitos outros que fazem parte da segunda unidade “leonina”.

Os nomes eram diferentes, o sistema não. E, mesmo que os jogadores soubessem o que fazer em campo com a aprendizagem do treino, havia a natural falta de ritmo e entrosamento numa equipa, com a dificuldade acrescida de enfrentar um Mafra recheado de jogadores experientes, bem organizado e orientado por Filipe Cândido, um antigo avançado que fez quase toda a formação nos “leões”, sem nunca ter jogado na equipa principal. Este “leão” era muito alternativo perante uma das melhores equipas da II Liga cuja missão era aguentar até poder.

E foi assim a primeira parte, um Sporting a tentar assumir o jogo, sem nunca o conseguir, de facto e um Mafra desinibido, estável e tranquilo no jogo, não demasiado defensivo mas sem grande capacidade de esticar o seu jogo lá para a frente. Os “leões” bem tentaram aproximar-se da baliza de Carlos Henriques, sobretudo através de boas iniciativas de Plata, mas não chegaram lá muitas vezes. Sporar foi várias vezes solicitado, mas nunca teve o discernimento para dar o melhor seguimento – o esloveno haveria de redimir-se mais tarde.

Amorim só esperou até ao intervalo para começar a injectar na equipa algumas das principais figuras, depois de um raro primeiro tempo esta época em que ficou em branco. Nuno Mendes e Bruno Tabata foram os primeiros a entrar e as coisas começaram a mudar, também porque os mafrenses já não exibiam a mesma frescura de pernas e de cabeça.

O primeiro aviso aconteceu aos 51’, num remate de Tabata ao poste após um passe magistral de Pedro Gonçalves. Depois, aos 64’, o marcador finalmente funcionou em Alvalade. Nuno Mendes ganhou o flanco e fez o cruzamento rasteiro para Sporar fazer o 1-0, um golo muito fácil para o internacional esloveno, que só teve de empurrar para a baliza.

Logo a seguir, o jogo ficou praticamente sentenciado. Aos 71’, Plata inventou uma jogada pela direita e cruzou para Tabata cabecear sem oposição para o fundo da baliza do Mafra – não foi um golo tão espectacular como o que fez ao Paços de Ferreira, mas é um bom sinal para o extremo brasileiro marcar pelo segundo jogo consecutivo.

Sem estar muito desnivelado, o resultado já estava fora do alcance do Mafra, cujos objectivos são outros (está em terceiro na II Liga e parece ter futebol para lutar por mais que a manutenção), e o Sporting foi gerindo com tranquilidade, já a pensar em outras lutas.