180 Media Academy: um programa onde os novos meios de produção ganham voz

Em quatro dias de formação online, estudantes e profissionais dos sectores media e audiovisual vão ser estimulados a aprender e discutir sobre como contar uma história e o potencial que os novos meios de produção e distribuição de conteúdo têm na sociedade.

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John Schnobrich/Unsplash

Reflectir sobre novos formatos media como abordagem a novos temas é o objectivo da primeira edição do projecto 180 Media Academy. O programa de formação complementar para profissionais do sector media e audiovisual surgiu da união entre o Canal180 e o festival de cinema Porto/Post/Doc — que decorre até 29 de Novembro —, com o apoio do ICA e da Casa Comum da Universidade do Porto. Adaptando-se ao contexto pandémico, a organização decidiu levar o projecto para o mundo digital e dirigi-lo a estudantes e jovens profissionais do sector media e audiovisual, entre 24 e 27 de Novembro. 

Da organização de um conjunto de marterclasses, conferências e projecções sobre, por exemplo, a “forma como novas histórias emergem da compreensão e previsão cultural”, ou “onde o conteúdo e a comunidade se cruzam com a música e os media”, a 180 Media Academy procura fazer entender discursos, temáticas e diversos formatos dos meios de produção e distribuição de conteúdo. 

A partir do potencial que os novos media digitais têm na produção de conteúdo, o programa viaja por temas como o cinema e o storytelling para compreender e identificar estas mudanças. Todos eles vão ser debatidos e apresentados por diversos convidados, como Suzanne Tromp, da WePresent, o cineasta Diogo ‘Gazela’ Carvalho e Wouter Jansen, pela Square Eyes. O passe para assistir a toda a programação custa 99 euros.

Para Luís Fernandes, do Canal 180, as actuais “narrativas disruptivas requerem formas inovadoras de apresentação” e de um novo “olhar para a forma como estas se manifestam” através de formatos diferentes, que vão além dos cenários cinematográficos tradicionais, em diferentes plataformas e meios de distribuição. Neste sentido, segundo Luís Fernandes, o programa permite “promover um novo olhar sobre diferentes tópicos, dos quais a igualdade de género e o estudo de novas maneiras de contar uma história”, defende. 

Texto editado por Ana Maria Henriques