Barcelona cura feridas ante uma Juventus que não ganha sem Ronaldo

Álvaro Morata teve três golos anulados pelo VAR, em Turim. Manchester United e Chelsea alcançaram goleadas

Messi marcou o segundo golo do Barcelona, em Turim
Foto
Messi marcou o segundo golo do Barcelona, em Turim Reuters/MASSIMO PINCA

Mais uma vez sem Cristiano Ronaldo, que voltou a ter um teste positivo à covid-19, a Juventus enfrentou esta quarta-feira, na 2.ª jornada da Liga dos Campeões, um Barcelona perigosamente ferido, a viver uma crise que os catalães disfarçaram com uma entrada fulgurante, que os conduziu ao golo praticamente a abrir o encontro de Turim e a uma vitória por 0-2.

Com Messi a mexer os cordelinhos do jogo, o Barcelona marcou por Dembélé ainda dentro do primeiro quarto de hora, depois de Griezmann ter rematado ao ferro da baliza de Szczesny logo no segundo minuto. O que parecia o prenúncio de um desastre italiano, com a “vecchia signora” desorientada, acabaria por ser contrariado por um... espanhol: Álvaro Morata refreou de imediato o ímpeto do Barcelona, provando que a qualquer momento poderia obrigar o guardião Neto a ter de ir ao fundo das redes.

Morata marcou, inclusive, no minuto seguinte, o primeiro de três golos invalidados por posição irregular. O espanhol vivia um autêntico pesadelo patrocinado pelo VAR, que negou o empate da Juventus aos 30’ e 55’.

No meio desta narrativa, o Barcelona ia produzindo mais lances de ataque, com Messi a desperdiçar um bom par de ocasiões, contra uma investida de Rabiot e uma tentativa de Cuadrado de ganhar um penálti que lhe rendeu um amarelo. Ronald Koeman ainda apelou à velocidade de Ansu Fati para selar a vitória, mas seria Messi, de penálti, a sentenciar o duelo em período de descontos (90+1’), quando a Juventus estava reduzida a dez unidades, por expulsão do internacional turco Merih Demiral (85’).

Apesar da derrota, a Juventus manteve o segundo lugar do grupo G, com três pontos, beneficiando do empate (2-2) registado em Budapeste, na Hungria, entre o Ferencvaros e o Dínamo Kiev, com os ucranianos reduzidos a dez elementos a cederem dois pontos no último minuto, num jogo em que estiveram a vencer por 0-2 ao intervalo.

Rashford assina hat-trick

Na recepção ao RB Leipzig, Ole  Gunnar Solskjær, técnico do Manchester United, iniciou o jogo com Bruno Fernandes, Marcus Rashford e Edinson Cavani no banco de suplentes. Apesar das poupanças, Mason Greenwood (19 anos) colocou os ingleses na frente (21’) num lance milimétrico de VAR.

Mas o jogo só animou quando Rashford entrou (63’) em cena para assinar um hat-trick (74, 78 e 90+2’) e triturar os alemães, que averbaram um resultado pesado (5-0). Os ingleses comandam o grupo H, em que o RB Leipzig foi alcançado pelo PSG, que venceu (0-2), na Turquia, o Basaksehir. 

A segunda jornada da Champions teve ainda uma vitória do Sevilha (1-0) na recepção ao Rennes, deixando os espanhóis em segundo lugar no grupo E, com quatro pontos, a par do Chelsea, que goleou o Krasnodar, na Rússia

No grupo F, o Borussia Dortmund aproveitou o empate (1-1) da Lazio frente ao Club Brugge, na Bélgica, para se aproximar dos dois primeiros. Os italianos lideram, com quatro pontos, igualados com o Club Brugge, tendo agora os alemães a um ponto. Jadon Sancho (78’ g.p.) e Erling Haaland (90+1') foram os autores dos golos da vitória (2-0) sobre o Zenit.  

Sugerir correcção