ARS de Lisboa e Vale do Tejo lança concurso para contratar 15 médicos para medicina intensiva

Podem concorrer clínicos que já são especialistas noutra área. Médicos que venham a ser seleccionados terão de fazer uma formação de dois anos em medicina intensiva.

Ordem dos Médicos
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Rui Oliveira

A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo lançou um concurso para a contratação de 15 médicos para medicina intensiva. Esta é uma especialidade que ganhou ainda mais importância com a pandemia e a crescente necessidade de internamento de doentes covid em unidades de cuidados intensivos.

Segundo o anúncio, publicado em Diário da República, os médicos têm cinco dias úteis, a partir desta segunda-feira – data da publicação – para apresentarem as candidaturas. “O prazo de cinco dias úteis previstos para apresentação das candidaturas no âmbito do presente procedimento concursal fundamenta-se com base no reconhecimento da carência generalizada e bem assim da urgência de que se reveste a contratação destes profissionais, que permita satisfazer as necessidades dos serviços e estabelecimentos de saúde integrados no Serviço Nacional de Saúde”, lê-se no concurso, que é regional.

A ARS de Lisboa e Vale do Tejo pretende preencher vagas nos hospitais de Santarém (2), Amadora-Sintra (3), Garcia de Orta (2) e nos centros hospitalares Lisboa Norte (2), Lisboa Central (4) e Barreiro-Montijo (2). Podem concorrer médicos especialistas “em medicina interna, cirurgia geral, anestesiologia, pneumologia, gastrenterologia, hematologia clínica, nefrologia, cardiologia e neurologia, com formação e/ou experiência em medicina intensiva”, independentemente de já terem ou não um contrato de emprego com instituições do SNS.

Os médicos que venham a ser seleccionados terão de fazer uma formação de dois anos em medicina intensiva. Esta área só foi reconhecida como especialidade em 2015 pela Ordem dos Médicos e começou a integrar os mapas de vagas para formação da especialidade em 2016/2017. A sua formação leva cinco anos. Anteriormente, era uma subespecialidade, ou seja era dada uma formação complementar nesta área a médicos que já tinham outra especialidade. Um mecanismo semelhante ao usado neste concurso e permitirá ter especialistas formados nesta área mais rapidamente.

Recentemente a ministra da Saúde Marta Temido anunciou a abertura de um concurso este mês para a contratação de 48 médicos intensivistas e a abertura de mais 46 vagas no início do próximo ano.

Já esta terça-feira foram publicadas, em Diário da República, várias autorizações do Ministério da Saúde para o exercício de funções de médicos reformados a tempo parcial, para trabalharem em hospitais, juntas médicas e na Linha de Apoio ao Médico.

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