Efanor aumenta em 10% preço da OPA lançada sobre a Sonae Capital

Valor da oferta sobe sete cêntimos, para 77 cêntimos por acção da Sonae Capital. Em Bolsa, as acções subiram e já igualaram a nova contrapartida. A OPA sobre a Sonae Indústria não sofreu alteração.

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Paulo Azevedo, presidente da honding familiar Efanor, quer retirar duas empresas de bolsa Nelson Garrido

A Efanor, holding da família Azevedo, reviu em alta o preço da oferta pública de aquisição (OPA) que lançou sobre a Sonae Capital. O aumento proposto, já aceite pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), é de 10%, o que corresponde a mais sete cêntimos por acção.

Com a revisão, o valor oferecido pela Efanor passa para 77 cêntimos (70 cêntimos inicialmente) por acção.

Em bolsa, as acções da Sonae Capital já ajustaram ao novo valor, registando uma subida de 10% para o novo preço. Assim, passaram dos anteriores 70 cêntimos para 77 cêntimos, com um volume de transacções a aproximar-se dos 2,5 milhões de títulos.

De acordo com a adenda ao prospecto, publicada ao final da manhã desta quinta-feira, a nova contrapartida incorpora um prémio de 42,4% em relação ao preço médio ponderado das acções da sociedade visada nos seis meses imediatamente anteriores à data de 31 de Julho de 2020 inclusive e um prémio de cerca de 60,4% em relação ao preço de negociação das acções no dia 31 de Julho de 2020 (48 cêntimos por acção). O montante total da garantia/caução para a contrapartida sobe para cerca de 62,8 milhões de euros.

Paralelamente à OPA geral e voluntária sobre a Sonae Capital, a holding familiar, presidida por Paulo Azevedo, também lançou uma operação idêntica sobre outro ramo de negócio, a Sonae Indústria.

As duas operações estão a decorrer em simultâneo, mas em relação à Sonae Indústria mantém-se, até ao momento, o preço inicialmente oferecido, que é de 1,14 euros por acção.

A Efanor é a accionista maioritária da Sonae SGPS (proprietária do PÚBLICO), e controlava, no momento do lançamento das operações, 68,608% do capital social e dos direitos de voto da Sonae Indústria e cerca de 62,8% do capital social e 63,7% dos direitos de voto da Sonae Capital.

Em face dos resultados alcançados, as duas empresas deverão sair de bolsa, permanecendo cotada apenas a Sonae SGPS.