Plano de recuperação impõe moedas de troca a Portugal

Para ter acesso aos 13 mil milhões de euros, Portugal vai ter de fazer reformas e investimentos. Guião para construir programa de recuperação fixa metas calendarizadas cujo cumprimento é decisivo para receber as verbas. Ursula vem a Lisboa apadrinhar o plano de Costa.

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LUSA/OLIVIER HOSLET

Transferências, subvenções, verbas a fundo perdido. Os 12,9 mil milhões de euros (ou 13,1 mil milhões, se usarmos os valores da Comissão) que vão começar a chegar a Portugal entre Março e Abril de 2021 são, para António Costa, uma “janela de oportunidade” para recuperar a economia portuguesa. Mas, ao contrário do que aconteceu com outros pacotes de fundos europeus, este não é um cheque que a União Europeia (UE) passa para Portugal gastar no que quiser. Há regras, há balizas, restrições e reformas para garantir o acesso àquele dinheiro. É um “contrato” — resume o chefe do executivo. E num contrato há obrigações para as duas partes. Afinal, o que tem Portugal de fazer para ter direito a este financiamento?