Novo Banco diz que auditoria confirma forma “transparente e competitiva” de recuperação do balanço

A instituição liderada por António Ramalho reagiu à auditoria da Deloitte ao Novo Banco que o Governo recebeu esta segunda-feira. Banco salienta conclusões do Ministério das Finanças quanto ao peso do legado do BES.

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LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO

O Novo Banco considera que a auditoria que a Deloitte fez à instituição, e que o Governo recebeu esta segunda-feira, “confirma a forma transparente e competitiva com que o Novo Banco tem vindo a recuperar o seu balanço”, diz a instituição num comunicado, no qual também destaca as conclusões avançadas pelo Ministério das Finanças que centra no legado do BES as responsabilidades pelas perdas líquidas de 4042 milhões de euros identificadas nas 283 operações analisadas. 

"O Novo Banco tomou conhecimento do relatório da auditoria independente efectuada pela Deloitte. O documento final transmite a clareza e colaboração em que decorreu o processo de análise e confirma a forma transparente e competitiva com que o Novo Banco tem vindo a recuperar o seu balanço”, lê-se no comunicado que serve de primeira reacção à auditoria que o Governo enviou para várias instituições, entre elas a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O relatório da auditoria não é conhecido. O Governo enviou-o para o Parlamento ao abrigo da Lei 15/2019, mas classificou-o como confidencial, estando neste momento a Comissão de Orçamento de Finanças e também o Governo, a pedido do presidente da comissão, Filipe Neto Brandão, a identificar as partes que justificam a confidencialidade e que terão de ser expurgadas para que o documento seja tornado público.

No mesmo comunicado, o banco presidido por António Ramalho cita a nota do Ministério das Finanças na parte que destaca o impacto das operações feitas no tempo de Ricardo Salgado no BES.

“Segundo a nota enviada pelo Ministério das Finanças, o relatório de auditoria “evidencia que as perdas incorridas pelo Novo Banco decorreram fundamentalmente de exposições a activos que tiveram origem no período de actividade do Banco Espírito Santo e que foram transferidos para o Novo Banco no âmbito da resolução”, assim como a existência de um conjunto de “insuficiências e deficiências graves de controlo interno no período de actividade até 2014 do Banco Espírito Santo”.

O Novo Banco salienta ainda que o relatório de auditoria “confirma ainda “os progressos realizados pelo Novo Banco” nas áreas de controlo interno, estando o Novo Banco totalmente empenhado em continuar o caminho traçado que permitirá cumprir na integra as indicações referidas no relatório de auditoria”.

“A análise evidencia a importância dos processos de alienação de activos para a recuperação do balanço do Novo Banco. As melhorias operacionais alcançadas colocam o Novo Banco numa posição sólida que permite apoiar os seus clientes e a economia portuguesa neste momento crítico da nossa vida colectiva”, garante a instituição.