Músicos reúnem-se em compilação pelas “vítimas do racismo”: Labanta Braço

Edição lançada esta sexta-feira junta 37 temas assinados por Nídia, prétu, Slow J, Diaphra, Nástio Mosquito, Nigga Fox, Young Max, DJ Lycox ou Cachupa Psicadélica. Receitas revertem para a associação SOS Racismo.

A compilação é dedicada a "todas as vítimas do racismo e da opressão social"
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A compilação é dedicada a "todas as vítimas do racismo e da opressão social" Rui Gaudêncio

“Labanta braço, se bô grita bô liberdade”, cantavam os Tubarões naquela que será a mais emblemática das suas canções. Canção de e para um país que conquistara a independência, Cabo Verde, sobrevive ao seu tempo fundador como hino de esperança, resistência e emancipação. Apropriado, portanto, que a compilação editada esta sexta-feira, onde encontramos nomes de origens e gerações diversas, como o são Nídia, prétu, Slow J, Diaphra, Nel’Assassin, Conductor, Nástio Mosquito, Nigga Fox, Young Max, DJ Lycox ou Cachupa Psicadélica, tenha por título, precisamente, Labanta Braço.

A edição, disponível na plataforma Bandcamp, reúne 37 temas criados propositadamente para a ocasião. “Por George Floyd. Por Bruno Candé Marques. Por todas as vítimas do racismo e da opressão social. Pela mudança, paz e justiça. Labanta Braço”, lemos no comunicado à imprensa que anuncia a compilação, uma parceria entre a publicação musical online Rimas e Batidas e o programa radiofónico Raptilário.

Disponível para audição gratuita no Bandcamp, Labanta Braço pode ser descarregada por um euro, com o valor angariado a reverter para a associação SOS Racismo. Numa segunda fase, é intenção dos promotores da edição desafiar uma marca a associar-se à iniciativa, igualando o valor reunido até dia 4 de Setembro, que será posteriormente dividido pelos participantes na compilação e pela associação escolhida como beneficiária.

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