Estas quatro máscaras não protegem da covid-19

A Direcção-Geral do Consumidor proibiu a comercialização de um dos produtos, ordenou a destruição de outro e sobre os restantes dois emitiu avisos acerca dos riscos para a saúde e segurança dos utilizadores.

Quatro modelos de máscaras com insuficiente retenção de partículas no material filtrante foram na semana passada, num só dia, motivo de alertas da Direcção-Geral do Consumidor (DGC) e sistema europeu de alerta rápido para produtos não alimentares (Rapex).

Os quatro alertas, publicados na terça-feira na página de Internet da DGC, revelam a “insuficiente” retenção de partículas/filtros de quatro produtos que aumentam o risco de infecção se não forem usadas medidas de protecção adicionais, como o distanciamento social.

A DGC proibiu a comercialização de um dos produtos, ordenou a destruição de outro e sobre os restantes dois emitiu avisos acerca dos riscos para a saúde e segurança dos utilizadores. Os quatro produtos objecto de alerta são as máscaras de protecção respiratória autofiltrante do modelo FFP2 KN 95, modelo KN 95, modelo YK01 FFP2 e da marca JY.M9.

A máscara de protecção respiratória autofiltrante YK01 FFP2, notificada no âmbito do Safety Gate - RAPEX (sistema de alerta rápido para produtos perigosos não alimentares), com clipe nasal e fitas elásticas para a prender atrás das orelhas, vendido numa caixa de cartão contendo 20 unidades, oriunda da China, ostenta a marcação CE mas não está certificado como equipamento de protecção por um organismo notificado.

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Máscara YK01 FFP2

A DGC diz ainda que a retenção de partículas no seu material filtrante é insuficiente, com um valor medido de 68,5% e, consequentemente, se não forem adicionadas outras medidas de protecção, “uma quantidade excessiva de partículas ou de microrganismos pode passar através da máscara, aumentando o risco de infecção”, e foi dada ordem para a destruição do produto.

Também o defeito técnico do produto da marca JY.M9, vendido numa caixa de cartão contendo 50 unidades de máscaras, é a insuficiência (valor medido igual a 59%) na retenção de partículas no material filtrante, aumentando também o risco de infecção, e a medida adoptada foi um aviso aos consumidores sobre os riscos.

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Máscara da marca JY.M9

Neste produto a origem é desconhecida, mas também na máscara de protecção respiratória auto filtrante “modelo FFP2, KN 95”, vendida numa caixa de cartão contendo 20 unidades, a origem é também da China e a retenção de partículas no material filtrante é ainda mais insuficiente, de 53%, provocando um aumento do risco de infecção, sendo decidida a proibição da comercialização do produto e eventuais medidas de acompanhamento.

Já a máscara de protecção respiratória autofiltrante KN95, da categoria FFP2 de acordo com a norma europeia EN 149, também tem uma retenção de partículas no material filtrante insuficiente (valor medido igual a 90%) e, consequentemente, segundo a DGC, se não forem adicionadas outras medidas de protecção, “uma quantidade excessiva” de partículas ou de microrganismos pode passar através da máscara, aumentando o risco de infecção, tendo sido decidida a medida de aviso aos consumidores sobre os riscos.

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Máscara FFP2 KN 95

Além destes quatro alertas em 4 de Agosto, duas semanas antes, em 13 de Julho, outro alerta sobre máscaras foi publicitado pela DGC, a vários lotes do produto KN95 da marca NEP, oriundo da China e vendido numa caixa de cartão contendo 50 unidades, e cujo defeito técnico é também a retenção de partículas no material filtrante com um valor medido de 62%.

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Máscara KN95

Como medida adoptada, a DGC anuncia a recolha do produto junto dos consumidores e, tal como em todos os alertas que publica, lembra ser o ponto de contacto nacional do Safety Gate - RAPEX, transmitindo as informações às autoridades nacionais de fiscalização do mercado.

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