Uma sífilis de filme

Absolutamente horroroso, do primeiro ao último plano.

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Os últimos dias de Al Capone, passados numa mansão na Florida, em reclusão vigiada de perto pelo FBI, enquanto a sífilis lhe corroi o corpo e a alma. Independentemente das ideias de Josh Trank (que tem no cadastro o Quarteto Fantástico de 2015 e filma Capone como um vilão de super-heróis), está, ou estaria, algures entre um Citizen Kane (o homem poderoso que revisita, em flash-back, memórias e assombrações) e o Moloch de Sokurov (um perímetro delimitado onde se assiste ao espectáculo grotesco da maldade a decompor-se em doença e decadência).

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