Crítica

Murros no ar, ou de como o feminicídio chegou ao Festival de Almada

Rebota Rebota y en tu Cara Explota, dos espanhóis Agnès Mateus e Quim Tarrida, começa por fazer rir. Mas é um riso cada vez mais culpado e mais amarelo, que acaba por dar lugar a um doloroso confronto com a realidade da violência sobre as mulheres.

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QUIM TARRIDA

Primeiro chegam as piadas machistas. A seguir, aquelas bocas que as mulheres ouvem por tudo e por nada quando passam na rua. Depois – narrado como um “destino” próprio de fado marialva – vem o papel da mulher na cultura popular, das princesas dos filmes da Disney às séries de televisão, passando pelo que se conta às crianças antes de adormecerem. É um fartote de riso. Porém…