Crítica

Dona Aninhas, um belo rosado de Lisboa para a mesa

Este pode não ser o melhor rosé português, classificação sempre discutível e redutora, mas é um dos que vale mesmo a pena provar.

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Foto
Nelson Garrido

O tempo vai bom para os rosés, vinhos que se esperam leves, frescos e festivos. Esperam? Pois, pelo menos era assim que olhávamos para eles. Embora os bons sejam feitos com o mesmo rigor dos bons brancos, não esperávamos dos rosados muito mais do que sabor frutado, leveza e boa frescura natural. Quando encontrávamos algum com estes predicados e sem açúcar, fazíamos uma festa. Sim, até há poucos anos, não havia muitos rosés portugueses que se pudessem beber sem enfado. Ou eram uma mistura insonsa de branco e tinto, ou eram tintos banais mal disfarçados de brancos adamados ou então não passavam de uma sangria roubada a um tinto que se queria mais concentrado.