Vai nascer um miradouro em forma de barco rabelo sobre o Douro

O projecto de recuperação do miradouro do Imaginário, em Mesão Frio, integra uma zona suspensa em forma de barco rabelo, a 145 metros de altitude. Vai dar a ideia “de que se está a navegar sobre o rio Douro”, diz a autarquia.

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Maquete do projecto, em 3D DR
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Vista panorâmica do miradouro do Imaginário DR
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Maquete do projecto, em 3D DR
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Maquete do projecto, em 3D DR
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Maquete do projecto, em 3D DR
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Maquete do projecto, em 3D DR
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Maquete do projecto, em 3D DR

A panorâmica desafogada sobre a paisagem vinhateira, encaixada num “anfiteatro voltado à Região Demarcada [do Douro]”, já era visitada “por milhares de turistas”, anualmente. Agora, terá mais um cartão-de-visita: para lá do passeio do miradouro do Imaginário, em Mesão Frio, vai nascer uma varanda em forma de barco rabelo, a 145 metros de altitude.

A estrutura, integrada no projecto de recuperação do miradouro, pretende ser uma “homenagem simbólica” aos “navegadores desta embarcação”, outrora típica do Douro e que, tradicionalmente, transportava as pipas de vinho do Porto desde esta região, onde era produzido, até à zona de Vila Nova de Gaia e Porto, onde o vinho era armazenado e posteriormente comercializado para outros países.

Maquete do projecto, em 3D DR
Maquete do projecto, em 3D DR
Maquete do projecto, em 3D DR
Maquete do projecto, em 3D DR
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O novo miradouro, diz a autarquia, procura ainda transmitir “a ideia de que se está a navegar sobre o rio Douro”. “Estão reunidas as condições para que, muito em breve, os turistas e os amantes de fotografia possam usufruir deste local de paragem obrigatória, com vista para cenários idílicos.”

Num comunicado publicado no site e nas redes sociais, a autarquia de Mesão Frio anuncia que o projecto de arquitectura para a obra de recuperação do miradouro já foi concluído pelos “serviços técnicos do município”, estando a aguardar pela “emissão de pareceres de entidades externas” (Direcção Regional de Cultura do Norte, Infra-estruturas de Portugal e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte).

Em declarações à Lusa, fonte da autarquia acrescentou que o prazo para o início da execução da obra está dependente da “aprovação das entidades externas e da aprovação global do projecto”. O custo estimado da intervenção é de 60 mil euros, adiantou ainda a fonte.

Sem anunciar datas, garantia-se no comunicado que, “muito brevemente”, o novo miradouro “será uma realidade”. A estrutura, referem, está “projectada para exibir acabamentos em aço corten, material que possui diferentes agentes químicos na sua composição, reconhecido pela resistência à acção corrosiva, o que torna toda a estrutura mais resistente e duradoura”

No início do ano, a autarquia anunciava o arranque das obras de outra infra-estrutura de homenagem à antiga embarcação tradicional: o Museu do Barco Rabelo, instalado numa antiga escola primária do concelho. O novo espaço, anunciava então Alberto Pereira, presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, deverá ser inaugurado a 30 de Novembro.

No museu, segundo o autarca, haverá uma recriação de um barco e serão lembradas as três barcas de passagem, que neste concelho faziam o transporte entre as margens do rio. Terá ainda uma sala de projecção de filmes sobre a história e as viagens de rabelo e um espaço de exposição do artesanato da região, nomeadamente as castanhetas de Barqueiros (castanholas), um instrumento que os homens do rancho daquela localidade tocam com as mãos durante a sua música tradicional, a chula.