Novas formas de ser, existir e criar pop: Arca

Na companhia de Björk ou Rosalía, eis Arca, ao quarto álbum, a esventrar a cultura e a música pop, numa procura por novas formas de ser e existir.

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Hart Leshkina

Na última década Arca tem-se afirmado como uma das figuras mais influentes do panorama global da música mais desafiante. Com três álbuns lançados (Xen de 2014, Mutant de 2015 e Arca de 2017) e uma mão-cheia de colaborações importantes (teve papel decisivo em dois álbuns de Björk, e também em lançamentos de Kanye West, FKA Twigs, Frank Ocean, Kelela ou Dean Blunt) foi cimentando o seu lugar. Mas talvez mais importante, o efeito por vezes oculto que a sua música foi gerando, foi-se fazendo sentir na criação de muitos outros aventureiros, de Yves Tumor a Conan Osiris, de Sophie a Logic, de Kelsey Lu a Gaika, ou de Rosalía a Odete. Agora aí está o seu quarto álbum e é como se uma série de figuras com quem se cruzou lhe retribuíssem esse papel fulcral.

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