A epopeia da condição humana

Virgílio chega-nos em verso e tão próximo quanto possível do latim em que a epopeia foi escrita.

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A Eneida numa tradução para o século XXI (o tradutor Carlos Ascenso André) Pedro Valdez/arquivo

Depois de, em 2019, ter publicado as Geórgicas e as Bucólicas (traduzidas por Gabriel A. F. Silva), a Cotovia regressa a Virgílio com a Eneida — em tradução de Carlos Ascenso André, com vários livros publicados na editora, como ensaísta e tradutor de Ovídio e de Tibulo. Esta tradução do grande poema de Virgílio surge pouco depois de se publicar outro poema épico latino, a Farsália de Lucano (trad. coord. Luís Manuel Gaspar Cerqueira, Relógio D’Água, 2020). Há não muito tempo, editaram-se ainda 42 Elegias, de Propércio (trad. Albano Martins, Afrontamento, 2018), e Poemas do Desterro, de Ovídio (trad. Albano Martins, Afrontamento, 2017). Para nos cingirmos à poesia, refiram-se, entre dezenas de excelentes edições da Imprensa da Universidade de Coimbra, Antologia Grega. Epigramas de Autores Cristãos (livros I e VIII) e Antologia Grega. Epitáfios (Livro VII) (trad. Carlos A. Martins de Jesus, IUC, 2018 e 2019). Mais recentemente ainda, saiu Poesia Grega (trad. Frederico Lourenço, Quetzal). Esta bibliografia constitui um panorama de edição de autores gregos e latinos que importa saudar.

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