O zapping idiossincrático de Inês está no Multiplex

Chama-se Idiossincrasia e reflecte os gostos televisivos da autora, Inês de Goio Mina. A obra insere-se na 11.ª edição do Multiplex, evento organizado pelos estudantes finalistas de Comunicação Visual e Multimédia na Universidade Lusófona do Porto.

Ver televisão é um dos passatempos mais comuns no dia-a-dia e foi a partir desta actividade quotidiana que nasceu Idiossincrasia. Esta obra de Inês de Goios Mina insere-se no Multiplex 2020 e surgiu a partir de um trabalho para o curso de Comunicação Visual e Multimédia (CAM) da Universidade Lusófona do Porto. “Todas as semanas tínhamos de realizar projectos para uma cadeira do professor João Sousa Cardoso e este vídeo surge da proposta de criar uma peça a partir da apropriação de conteúdos televisivos que não eram nossos”, explica a estudante finalista ao P3.

Desde clipes de músicas até anúncios publicitários, Idiossincrasia faz uma viagem pelos consumos televisivos da realizadora. “Comecei a pensar no que eu consumia na televisão, no que era a televisão para mim e no que o que é que eu acabava por ver quando ligava a televisão e criei quase uma colagem”, revela.

O dicionário Priberam define idiossincrasia como a “maneira de agir específica de uma pessoa” e a autora admite que a escolha do nome foi a parte mais difícil do trabalho: “Tentei arranjar uma forma de conseguir explicar a partir de uma palavra o que eu queria transmitir com aquilo e Idiossincrasia é um bocado a ideia de que cada pessoa é diferente e tem as suas características e a sua forma de ver o mundo. Este filme é a minha forma de ver o mundo.”

Organizado pelos alunos finalistas de CAM, o Multiplex é uma mostra de cinema da Universidade Lusófona do Porto em parceria com o Espaço Mira e vai já na 11.ª edição. Para além de Idiossincrasia, apresenta mais 12 obras de estudantes realizadas com limitações devido ao confinamento. Os filmes estão disponíveis no Facebook, no Instagram e no YouTube.

Texto editado por Amanda Ribeiro

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