Covid-19: Governo francês desaconselha viagens de férias fora do país no Verão

Executivo francês apelou aos cidadãos para não considerarem férias no estrangeiro” e instou a população a avançar com reservas para os meses de Julho e Agosto, uma vez que as decisões em relação a Junho sobre as restrições ainda em vigor só vão ser tomadas “na próxima semana”.

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Nice, França Reuters/ERIC GAILLARD

A ministra francesa da Transição Ecológica, Elisabeth Borne, aconselhou este domingo os cidadãos a não irem de férias para fora de França neste Verão, face às restrições que poderão encontrar no estrangeiro devido à pandemia da covid-19.

“As fronteiras com o espaço Schengen (de livre circulação europeia) vão continuar a ser fortemente controladas. Apelamos vivamente aos franceses a não considerarem as férias no estrangeiro”, afirmou a governante, em declarações à France Inter, instando ainda a população a avançar com reservas para os meses de Julho e Agosto, uma vez que as decisões em relação a Junho sobre as restrições ainda em vigor só vão ser tomadas “na próxima semana”.

Elisabeth Borne foi também confrontada com a posição adoptada pelo governo espanhol, que anunciou esta semana a abertura de fronteiras a turistas de todo o continente europeu, mas reiterou a orientação anteriormente manifestada e deixou mesmo um reparo à decisão do executivo liderado por Pedro Sánchez.

“[Não é possível] actualmente recomendar aos franceses que reservem férias em Espanha. É uma opção que Espanha tomou, enquanto o país adoptou regras para as pessoas que chegam de avião, o que é contraditório”, observou a ministra francesa.

França é o quinto país do mundo mais atingido em termos de óbitos relacionados com o novo coronavírus, atrás de Estados Unidos (97.087), Reino Unido (36.793), Itália (32.785) e Espanha (28.752), tendo já registado 28.332 mortes em mais de 182 mil casos de infecção desde o início da pandemia.

A nível global a pandemia de covid-19 já provocou mais de 342 mil mortos e infectou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.

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