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Os efeitos de assistir a violência doméstica

Magistrados não “podem esperar que uma criança, por ter vivido essa experiência, tenha de apresentar determinado sintoma”, diz especialista. Não há falsas vítimas, diz jurista.

Interrogar menores é um dos grandes desafios dos juízes, afirma a magistrada do Tribunal de Sintra, Sandra Santos. Uma das técnicas que utilizam é tratar “por tu”, arranjar pontos de contacto para início de conversa. “Imagine que o filho, em sede de inquérito, diz que o pai chama nomes e bateu à mãe; chega a julgamento e afirma o contrário porque o pai lhe paga a faculdade, ele está dependente... É um papel complicado. O que uma criança pensa é: ‘O meu pai está ali, bateu na minha mãe, mas vou mandá-lo para a prisão?’”