Tossir sem tapar a boca, andar de tronco nu, não usar máscara - Pequim proíbe comportamentos “não civilizados”

As medidas entram em vigor a 1 de Junho e destinam-se a combater a disseminação da covid-19.

,Coronavírus
Foto
Com a covid-19 Pequim aumentou a lista de comportamentos "não civilizados" WU HONG/EPA

Pequim vai proibir a partir de 1 de Junho um conjunto de comportamentos considerados “incivilizados” para melhorar a higiene em locais públicos como medida de combate à pandemia de covid-19.

Espirrar ou tossir sem cobrir o nariz e a boca e andar sem máscara em locais públicos, em caso de doença, são comportamentos que passam a fazer parte de uma nova lista de infracções na capital chinesa, segundo a AFP.

Os cidadãos passam também a necessitar de se “vestir adequadamente” quando estão em público, sendo proibido estar em tronco nu – medida que pode estar relacionada com a prática conhecida por ‘biquíni de Pequim’ quando, no Verão, muitos homens andam com a camisola levantada.

Os novos regulamentos delineados pelas autoridades de Pequim também exigem a instalação de marcações para o distanciamento social em locais públicos.

Com mais de 20 milhões de habitantes, Pequim tem vindo a desencorajar uma série de comportamentos considerados “não civilizados” nomeadamente cuspir em público, deixar o lixo em qualquer lugar, passear os cães sem coleira ou fumar em locais onde tal é proibido.

A realidade mostra, contudo, que os regulamentos nem sempre são respeitados e que certos hábitos ainda não desapareceram.

O novo conjunto de regras, adoptado na sexta-feira, também incentivam a Polícia a tomar nota de infrações graves que possam afectar o ‘crédito social’ de uma pessoa.

Nos últimos anos a China começou a aplicar vários sistemas de ‘crédito social’ que apontam os cidadãos ‘bons’ e que podem fazer com que outros fiquem impedidos de viajar de avião ou de comboio ou fazer uma reserva num hotel.

A China, que regista oficialmente mais de 82 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 4632 mortes, foi o país onde surgiu a covid-19.

Sugerir correcção