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Como ajudar a tua comunidade ou fintar o aborrecimento: alguns sites a conhecer

Desde sites de informação oficial aos que reúnem formas de ajudar os outros e de aproveitar melhor o tempo em casa. Eis algumas sugestões para quem anda a passar mais tempo na Internet.

SOS Vizinho, Amigo Vizinho e tantas outras redes solidárias 

Os bilhetes deixados nos prédios já voaram para os bairros, cidades e redes sociais. As redes de apoio a grupos de risco ou pessoas em quarentena multiplicam-se por várias partes do país. Vão desde apoiar os vizinhos do prédio a entregar refeições quentes e medicamentos pela cidade toda. Muitas delas juntaram voluntários online e lançaram um site em menos de um fim-de-semana. A nível nacional, a SOS Vizinho e o Amigo Vizinho já encontraram milhares de voluntários para criar uma rede de distribuição de bens essenciais — mas ainda continuam à procura de mais. Se és jovem, saudável, não apresentas sintomas como tosse, febre ou dificuldades respiratórias e não estás em quarentena, fica uma sugestão para ajudar quem não deve mesmo sair de casa. Deixar um bilhete aos teus vizinhos ou oferecer ajuda junto da tua freguesia pode ser uma boa forma de começar.

Ficar em casa, ou... #staythefuckhome

O Instagram também está de quarentena — pelo menos, a julgar pela quantidade de imagens identificadas com a hashtag #staythefuckhome. O designer Miguel Alves inspirou-se no movimento internacional com este nome e começou a lançar (e pedir) sugestões de como aproveitar o tempo em casa, para quem está em auto-isolamento para conter a propagação do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Numa semana, a conta no Instagram juntou quase 100 mil seguidores. “Não há futebol ao vivo, mas há Playstation” e, no fim do jogo, “não há bares, mas podes ser tu a fazer o teu cocktail”. ​

O PÚBLICO também trocou as páginas do Sair para páginas de Ficar, onde encontras as sugestões da redacção. 

Um site para juntar cientistas que investigam a covid-19

Há um projecto à procura de investigadores que se voluntariem para investigar a covid-19 com cientistas que já o fazem, desde virologistas a bioinformáticos. “Tudo isto é gratuito. Esta plataforma funciona graças a cientistas que contribuem com o seu tempo e capacidade nestes tempos de emergência”, lê-se no site da plataforma, que já tem representação portuguesa. “Não sabemos se irá resultar. É difícil, mas vale a pena tentar.” 

Um site para tornar ideias realidade

O covid.pt recebe ideias dos utilizadores e tenta concretizá-las, através de parcerias com empresas. "Como podemos contribuir para o bem-estar psicológico das pessoas em quarentena?” é um dos desafios abertos a soluções. Tu também podes lançar o teu. 

E outro para usar a tecnologia

O movimento tech4covid já juntou mais de duas mil pessoas de empresas nas áreas da cibersegurança, saúde, manutenção, recursos humanos, consultoria, serviços na nuvem, comércio electrónico, dispositivos médicos. Um dos 20 projectos prestes a arrancar é o Trackcovid, que pretende identificar locais e pessoas infectadas ou potencialmente infectadas, prevendo redes de contágio. Conhece os outros aqui.

Corona, And... os estudantes de medicina completam 

A associação de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) lançou um site para combater o isolamento social e manter a troca de ideias e a moral em alta. Paralelamente, o Corona, And... disponibiliza cursos online e vídeos para “aprender, debater e explorar diferentes áreas do conhecimento médico”, mas não só, também vídeos para exercitar o corpo e promover a saúde e o bem-estar. A FMUP congratula a iniciativa e diz que os estudantes “foram exímios a fazer o diagnóstico e a prescrever a receita”. 

Um chat para falar com outra pessoa em quarentena

É como esbarrares com outra pessoa na rua, ou conheceres alguém num concerto: inesperado. A QuarantineChat põe-te em contacto com outra pessoa em recolhimento domiciliário, de forma gratuita e anónima. Estou sim?

E um repositório que junta muitas sugestões

Chama-se Partilha em Isolamento e, tal como esta lista, quer juntar todos os projectos que começam a surgir e “nos ajudam em tempos de isolamento”. Sugestões, desde a cultura ao voluntariado, aceitam-se.

Sites de informação oficial

A pandemia da desinformação começou muito antes de a Organização Mundial da Saúde declarar a pandemia de covid-19, este mês. Não partilhar informações falsas, baseadas em rumores ou exageros, é outra forma de ajudar. Para agrupar as medidas excepcionais e a documentação necessária para recorrer aos apoios que estão a ser apresentados, o Governo lançou um site. Os relatórios epidemiológicos da Direcção Geral da Saúde, lançados diariamente, podem ser consultados aqui