Faro vai criar sistema de entrega ao domicílio de produtos alimentares

Iniciativa deve arrancar em breve e visa facilitar a “permanência dos cidadãos nos seus lares”.

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Medida é prometida "a breve trecho" Paulo Pimenta

O município de Faro vai, “a breve trecho”, implementar um sistema de entrega domiciliária de bens alimentares não confeccionados e produtos farmacêuticos aos residentes do concelho. Uma medida desenvolvida no âmbito da iniciativa #FaroEmCasa – uma parceria entre a câmara, a Cooperativa Rádio-Táxis de Faro (Rotaxi) e a Associação do Comércio e dos Serviços da Região do Algarve (ACRAL) – que tem como objectivo facilitar a “permanência dos cidadãos nos seus lares”, enquanto o país tenta conter a ameaça do novo coronavírus.

Para além de querer “criar mecanismos para que o maior número de pessoas possa ficar em casa”, a autarquia esclarece, em comunicado oficial, que esta medida visa permitir que os vários estabelecimentos interessados em colaborar com a mesma “possam manter, nesta fase, a sua actividade comercial, garantindo simultaneamente a maior protecção possível a proprietários, funcionários e clientes”. Supermercados, talhos, mercearias, frutarias, farmácias e outros espaços do território que queiram associar-se ao projecto de distribuição podem preencher um formulário disponível no portal da câmara.

Quem precisar de alimentos ou medicamentos vai poder fazer as suas encomendas através de via telefónica ou Internet. Antes de a Rotaxi se dirigir às moradas em questão para assegurar estas entregas ao domicílio, os consumidores deverão proceder a um pagamento prévio, que pode ser feito por transferência bancária ou MB Way, e que corresponderá ao valor dos produtos adquiridos e, adicionalmente, a uma taxa “que servirá para cobrir o valor da deslocação” da companhia de táxis do município. Assim, continua a autarquia, as empresas de transporte também conseguem “manter vários dos seus motoristas disponíveis a trabalhar activamente”.

A Câmara de Faro, “que está a procurar trabalhar activamente na procura de soluções que minimizem as dificuldades por que todos estão a passar”, foi, esta quarta-feira, 18 de Março, contactada pelo Sporting Clube Farense, que manifestou disponibilidade para ceder infra-estruturas e adquirir material hospitalar. João Barão Rodrigues, presidente do clube – que ocupa o segundo posto da actualmente suspensa segunda divisão do futebol português –, disse que espaços como o pavilhão desportivo, o ginásio e os balneários das instalações podem ser cedidos “para qualquer necessidade tida por conveniente”.

Esta iniciativa, destinada a que todos os cidadãos, nomeadamente pessoas em situações de isolamento social, possam ter “produtos de primeira necessidade” em casa sem riscos de contágio, insere-se num plano de medidas que, com o agravamento da propagação do novo coronavírus, todo o país começa a querer implementar. São os casos da Câmara de Lisboa, por exemplo, que vai ter equipas para entregar comida confeccionada aos mais idosos, ou das juntas de freguesia do Porto, que também têm reforçado o apoio social nesta fase.

Texto editado por Ana Fernandes