Árbitro cumpriu protocolo da UEFA sobre racismo após insultos a Marega

Segundo a versão de Luís Godinho, o delegado da Liga e o delegado ao jogo do Vitória de Guimarães foram informados sobre os insultos a Marega.

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Marega segurado pelos colegas com Luís Godinho ao fundo LUSA/MANUEL FERNANDO ARAUJO

O árbitro do jogo entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, de domingo, cumpriu o protocolo que a UEFA definiu para situações relacionadas com insultos racistas.

Segundo apurou o PÚBLICO, Luís Godinho informou o delegado da Liga Augusto Carvalho do que se estava a passar no Estádio D. Afonso Henriques, bem como o delegado ao jogo dos vitorianos, Flávio Meireles. O aviso foi feito quando houve uma falta junto a uma das linhas laterais, momento em que o juiz da partida confirmou aquilo que Marega já lhe teria dito, minutos antes, quando viu o cartão amarelo após ter festejado o segundo golo do FC Porto – que estava a ser alvo de insultos racistas.

O juiz da partida dirigiu-se ao delegado da Liga e aos elementos do banco do Vitória, avisando ambos do que se estava a passar e que o jogo poderia ser suspenso caso a situação continuasse. Entretanto, Marega decidiu abandonar o relvado, sendo substituído por Manafá, levando a que, aparentemente, os insultos terminassem.

Isto fez com que o árbitro não tivesse a necessidade de fazer recolher aos balneários as equipas e de suspender o jogo, tal como está previsto na directiva da UEFA sobre a forma como os árbitros devem proceder nestas circunstâncias. Segundo estas directrizes, sempre que o árbitro toma conhecimento da existência de insultos racistas, deve interromper o jogo e solicitar que o público seja avisado através da instalação sonora do recinto, antes de recomeçar a partida. Caso a situação se mantenha, deverá interromper o jogo cinco a dez minutos, recolher, juntamente com as equipas aos balneários, e repetir o aviso através da instalação sonora. Se os insultos continuarem, o árbitro deve suspender de vez o encontro.

Ora, em Guimarães, como a partida estava interrompida no momento do incidente, Luís Godinho não parou o jogo, pois ele já estava parado. Por outro lado, a saída de Marega do relvado levou ao fim dos insultos para com o jogador, o que fez com que os restantes passos do protocolo não tivessem sido dados e a partida continuasse.

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