A nova série das noites da RTP2 é A Peste

Segunda-feira, dia 17, estreia-se uma nova mini-série europeia, desta feita espanhola, nas noites do segundo canal. Vão ser exibidas de seguida as duas temporadas da elogiada produção histórica.

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Só a primeira temporada teve um orçamento de 10 milhões de euros Movistar

A produção espanhola A Peste estreia-se segunda-feira, dia 17, na RTP2, contagiando o habitual e rigoroso horário das 22h12 das noites de semana do canal com mais uma série europeia, neste caso de época. Mas não é directamente uma história sobre a epidemia de peste bubónica que no século XVI grassou na Andaluzia, mas sim um drama criminal que tem como pano de fundo uma das mais mortíferas doenças da época.

Criada por Alberto Rodríguez e Rafael Cobos — este último encarrega-se da escrita, o primeiro é vencedor de um Goya (os prémios máximos do cinema espanhol) pelo filme La Isla Mínima —​, é descrita por Cobos como “um thriller com tons místicos”. Segue a história de Mateo, ex-soldado com uma missão moral — salvar o filho do seu melhor amigo. Tudo se passa em Sevilha, cidade fervilhante no século XVI, onde o rótulo de herege e a condenação à morte que sobre ele pendem serão usados para o obrigar a outra tarefa que vai conduzir a história: o Santo Ofício absolvê-lo-á se ele resolver os assassinatos que grassam na cidade.

A primeira temporada estreou-se em Espanha em 2018 e a segunda em 2019. A RTP2 confirmou ao PÚBLICO que vai mesmo exibir as duas temporadas de seguida, ocupando assim duas semanas e meia de noites de dias úteis até ao início de Março.

“Mais do que a doença, a peste é uma desculpa para falar de uma situação limite”, dizia o realizador em 2017, ainda durante as filmagens, ao diário espanhol El País. “Também me interessava mostrar muitas formas de pensamento e uma moral distinta”, prosseguia, para falar da corrupção humana.

Uma produção Movistar +, a plataforma digital da operadora Telefónica, é rodada nos arredores de Sevilha, e só a primeira temporada teve um orçamento de 10 milhões de euros — se para a ficção televisiva portuguesa o valor, para seis episódios, parece espampanante, para a ficção espanhola também não é comum. Mais de dois mil figurantes e 200 actores compõem uma série cujas temporadas funcionam por si só mas que estão, naturalmente, interligadas apesar de separadas por cinco anos e novos inimigos. Uma chamada de atenção: se quanto à primeira temporada houve críticas pelo facto de as cenas serem muito escuras, por exemplo, a segunda, como escreveu a crítica no final do ano passado, brilha.

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