Estudantes de Lisboa querem mais polícia e iluminação junto às universidades

Comunicado de 12 associações de estudantes surge na sequência da morte a 28 de Dezembro de um jovem, assassinado durante um assalto com arma branca junto à Faculdade de Ciências, no Campo Grande, em Lisboa.

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Francisco Romao Pereira

As associações de estudantes universitários exigiram esta segunda-feira um maior investimento em policiamento e iluminação junto às universidades de Lisboa na sequência dos assaltos registados naquela zona e da morte de um estudante.

Em comunicado, 12 associações de estudantes chamam a atenção para os assaltos que têm vindo a ocorrer na zona do Campus da Cidade Universitária, exigindo por isso um maior investimento no policiamento das faculdades dos campos universitários de Lisboa e das suas imediações.

“Apesar dos esforços da polícia para impedir a criminalidade nesta zona, é fundamental a alocação de mais agentes”, alertam.

Os estudantes pedem também um “grande investimento na iluminação do Campus”, pois no seu entendimento a falta de luz “gera um ambiente propício a situações de assédio e assaltos no campus”.

“São muitas as áreas com falta de iluminação nestas zonas, que geram um clima de insegurança para os estudantes e facilitam acções criminosas”, salientam.

As associações dizem estar disponíveis para participar com a reitoria, os órgãos de gestão das faculdades, as forças policiais e a Câmara Municipal de Lisboa “na construção de soluções que garantam a segurança e bem-estar de todos os estudantes”.

Este comunicado das 12 associações surge na sequência da morte a 28 de Dezembro de um jovem, filho de um inspector-chefe da Polícia Judiciária (PJ) na reforma, assassinado durante um assalto com arma branca junto à Faculdade de Ciências, no Campo Grande, em Lisboa.

O jovem de 24 anos, que segundo o Correio da Manhã vinha de um restaurante de “fast-food” no Campo Grande, foi assaltado por três homens, que o esfaquearam no corpo supostamente porque a vítima ofereceu resistência.

Em comunicado, as associações de estudantes lamentaram a morte do jovem, salientando que este crime foi o culminar de várias incidências que têm ocorrido na zona do Campus da Cidade Universitária.

“Esta zona da freguesia de Alvalade é conhecida no meio estudantil como palco de recorrente actividade criminosa”, referem, acrescentando que nas imediações das universidades existem casos de “prostituição, assédio, assaltos armados a carros ou tráfico de drogas”.

De acordo com os estudantes, também tem havido relatos de actividade criminosos nos campi da Ajuda e da Alameda. “O medo e a insegurança não devem entrar na Universidade, que deve ser um lugar em que os estudantes se sentem seguros”, sublinham.

O alerta é feito pelas Associações de Estudantes das Faculdades de Direito de Lisboa, de Arquitectura, de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Ciências de Lisboa, de Farmácia da Universidade de Lisboa, de Medicina, Medicina Veterinária, Motricidade Humana, Psicologia e do Instituto de Educação e ainda estudantes dos Institutos Superiores de Agronomia, de Economia e gestão e Instituto Superior Técnico.

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