Tribunal confirma condenação do Moreirense por corrupção

A decisão foi tomada após recurso do clube minhoto e manteve a condenação de todos os arguidos que tinha sido decidida em primeira instância.

O Moreirense foi condenado por ter tentado subornar jogadores adversários
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O Moreirense foi condenado por ter tentado subornar jogadores adversários LUSA/FERNANDO VELUDO

O Tribunal da Relação do Porto confirmou a condenação do Moreirense ao pagamento de uma multa de 112.500 euros, num processo de corrupção desportiva em que foram condenados outros cinco arguidos, informou nesta sexta-feira a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

Numa nota publicada na sua página oficial na Internet, a PGD do Porto refere que a Relação manteve “na íntegra” a condenação dos arguidos e “nos precisos termos” que havia sido decidida na primeira instância.

Em Setembro de 2018, o Tribunal da Feira condenou o Moreirense na pena única de 450 dias de multa à taxa diária de 250 euros, perfazendo o montante global de 112.500 euros, por quatro crimes de corrupção activa no fenómeno desportivo.

O clube foi ainda condenado na pena acessória de suspensão de participação em competição desportiva por um ano.

Ainda no mesmo processo, também foram condenados Pedro Miguel Magalhães, filho de Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, e um antigo vice-presidente do clube Manuel Orlando “Alhinho”, a três anos de prisão com pena suspensa, por quatro crimes de corrupção.

Moreirense tentou subornar adversários

O colectivo de juízes condenou ainda o antigo futebolista Nuno Pereira Mendes por três crimes de corrupção e um crime de branqueamento, na pena única de três anos e meio de prisão, suspensa.

Dois outros antigos futebolistas - Sérgio Grilo Neves e José Williams - foram condenados por um crime de corrupção a um ano e três meses e a dois anos de prisão com pena suspensa, respectivamente.

A suspensão da execução das penas ficou, em qualquer dos casos, condicionada à entrega de quantias, cujos montantes variaram entre os mil e os cinco mil euros, a instituições com acção social na comunidade.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o Moreirense tentou subornar seis jogadores de equipas adversárias para subir de divisão, na época 2011-2012, quando o clube se encontrava na II Liga portuguesa de futebol.

A investigação apurou que o filho de Vítor Magalhães e Orlando “Alhinho” pediram a dois ex-jogadores do Moreirense para abordarem jogadores da Naval e do Santa Clara, prometendo-lhes “avultadas quantias em dinheiro”, para terem um “mau desempenho desportivo”, nos jogos de futebol que aquelas equipas iriam disputar com o clube nortenho.

Dos futebolistas contactados apenas um jogador da Naval terá aceitado a proposta, acabando por receber cinco mil euros, por ter sido expulso no jogo que a sua equipa disputou com o Moreirense e que terminou com a vitória dos visitantes por 1-2.